Deputados baianos acreditam que Previdência não passará

Deputados baianos ouvidos, ontem, pela Tribuna se mostraram descrentes sobre a possibilidade de a reforma da Previdência ser aprovada ainda este ano na Câmara dos Deputados. A expectativa do governo do presidente Michel Temer (PMDB) é votar a no dia 19 de fevereiro na Casa Legislativa, mas a chance de conseguir o apoio suficiente para acatar a proposta parece cada vez mais distante.

Da base governista, o deputado federal Elmar Nascimento (DEM) acha “difícil” o Palácio do Planalto obter os 308 votos para aprovar o texto.

“Foi feita uma campanha muito forte para enganar as pessoas por parte dos sindicatos. As pessoas estão contra sem nem saber sobre o projeto. Em ano eleitoral, ninguém quer se arriscar”, ressaltou. O democrata disse que ainda não definiu seu voto. Na avaliação dele, é difícil decidir, também, porque o relator da reforma da Previdência, o deputado federal baiano Arthur Maia (PPS), tem feito constantes alterações no texto para tentar agradar a base e aprovar o projeto.

Elmar Nascimento avaliou ainda que, se a votação for adiada, o tema da Previdência terá que ser debatido na eleição deste ano. “O próximo presidente eleito vai ter que fazer uma reforma ainda mais profunda do que a de hoje. Vamos ver quem vai ter a coragem de dizer isso. Ou faz a reforma ou país quebra”, salientou.

Elmar Nascimento (DEM) e Jorge Solla (PT)

O deputado federal Jorge Solla (PT) também não acredita que a reforma será apreciada, e, ainda, torce para que não seja. “Não há hipótese de eles aprovarem a reforma da Previdência.

A reforma Trabalhista tem gerado um grave desastre social, demissões e queda dos salários, e os parlamentares que votaram para rasgar a CLT estão sendo hostilizados sempre que viajam para suas bases, agora em janeiro houve muito isso aqui na Bahia. Eles estão sentindo na pele. Sabem que, se votarem para rasgar também o direito à aposentadoria, vão enterrar de vez suas carreiras políticas. Não tem compra de voto que impeça a derrota nas urnas”, afirmou.

Diante da situação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), estuda engavetar o projeto. O plano dele é dizer que o texto ficará como “legado” para ser analisado em 2019 pelo novo presidente da República que será eleito neste ano. Para Arthur Maia, que tenta flexibilizar a proposta com aumento de benefícios, chegou a hora de pôr em votação. “Chegamos ao momento decisivo. O Congresso dirá se vai acabar com privilégios ou se vai capitular diante do lobby do serviço público”, disse, em entrevista à coluna “Painel”, do jornal Folha de S. Paulo.

Informações da Tribuna da Bahia

 

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