Em Curitiba, Jaques Wagner defende candidatura de Lula, mas não descarta outro nome até outubro

Foto: reprodução.

Em visita ao acampamento de apoiadores de Lula, montado nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, defendeu a manutenção da candidatura do ex-presidente, mas não descartou outro nome

Apontado como uma opção dentro do PT no caso da impossibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva disputar a eleição Wagner deixou claro que não é hora de ficar construindo plano A, B ou C. “Gosto de dizer que sou plano L, de Lula, ou plano U, de único candidato para mim”, afirmou o ex-governador nesta quarta-feira (11).

Jaques Wagner aproveitou a oportunidade para explicar a sua ausência no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, onde Lula passou as últimas 48 horas antes da prisão, “foi um erro de avaliação da minha equipe na hora de comprar as passagens”.

E afirmou: “não tomem minha ausência como nenhum afastamento. Quem mais sofreu fui eu e [a minha mulher] Fátima [Mendonça] de não estarmos colado com ele em uma hora de dor dele, mas ele sabe que estamos com ele física e espiritualmente”.

“Depois, todo mundo interpreta como quer e meu nome surge como plano A, B ou C. Quem mais sentiu de não estar lá naquele momento fui eu. Nada justifica. Mas isso não me tira da Luta e nem da minha amizade com o Lula”, declarou.

Jaques Wagner, no entanto, não descartou que o PT possa fazer alianças com outros partidos para o futuro em um cenário sem a presença do ex-presidente para o embate eleitoral.

“Se vier a interdição [da candidatura] do Lula, acho que a gente terá acumulado o suficiente para escolher alguém de dentro ou de fora do partido”, afirmou.

Questionado sobre a capacidade de Lula em transferir votos para outro candidato, Jaques Wagner disse que as pesquisas apontam neste sentido, mas que nem sempre isso aconteceu.

“Depende muito do indicado. Já vi o Lula apoiar candidatos que não ganharam, não para presidente, mas para governador ou prefeito” avaliou.

(Conteúdo UOL e agências)

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