O lixo que se acumula nos corredores da Saúde Pública em Teixeira de Freitas

Embrulhos, caixas e sacolas com resíduos infectantes, também chamado de lixo hospitalar, estão se acumulando. Fotomontagem: Extemus21

O que o paciente espera encontrar em uma Unidade Básica de Saúde? Atendimento médico e cuidados com a saúde. Certo? Mas não é bem isso que os usuários do Centro de Diagnoses do Bairro São Lourenço estão achando.

Por lá, embrulhos, caixas e sacolas com resíduos infectantes, também chamado de lixo hospitalar, estão se acumulando. Até mesmo agulhas de seringas usadas e sujas de sangue estão à espera da coleta. Para diminuir os riscos, os funcionários se esforçam em manter o material embalado, mas ainda assim existe risco. Quem precisa utilizar o banheiro adaptado, no lugar de uma entrada acessível, encontra os embrulhos.

O lixo hospitalar é algo perigoso e que deve ser descartado de maneira segura para evitar contaminações. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 15% do lixo hospitalar é perigoso por seu caráter infeccioso, tóxico ou radioativo. O resíduo hospitalar deve ter sua porção perigosa separada para que o descarte seja realizado de maneira segura, evitando contaminações do solo, ar e da população.

O que chama a atenção neste caso, é que a Prefeitura de Teixeira de Freitas tem um contrato ativo com uma empresa de coleta desses resíduos, a TRRR, fruto de uma licitação que já rendeu alguns escândalos para o atual prefeito Temoteo Alves de Brito. Logo de início, a Prefeitura não queria homologar a licitação, mesmo com a vitória da empresa. Dias depois, o prefeito voltou atrás e firmou o negócio.

Em uma pesquisa rápida pelas páginas da própria Prefeitura, é possível constatar que a empresa segue prestando serviços. Existem registros recentes de despesas com serviço, coleta, transporte, tratamento e destinação final do lixo hospitalar. Entre os dias 7 de fevereiro e 5 de março, por exemplo, constam treze movimentações, com valores que variam de  R$ 1.040,00 a R$ 22.477,00.

O lixo hospitalar pode provocar infecções em pacientes, profissionais de saúde, lixeiros e na população em geral. Micro-organismos resistentes a medicamentos também podem acabar sendo descartados em meio ao lixo hospitalar, o que traz risco de graves problemas de saúde pública. Agulhas e seringas trazem risco de cortes e infecção se não forem descartadas corretamente.

Procurada por nossa produção, a assessoria de comunicação da Prefeitura disse que ainda não tinha conhecimento dos fatos, mas que buscaria informações e então se posicionaria sobre o assunto.

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