Revoltado, produtor do Sul da Bahia derruba 450 pés de café e demite 600

O cafeicultor Wanderlino Medeiros Bastos, 76 anos, revoltado com o que chama de perseguição do Ministério do Trabalho, derrubou 450 pés de café conilon de sua propriedade em Arataca, no Sul do Estado, e demitiu 600 funcionários. No lugar dos pés de café, ele pretende plantar açaí e aumentar a área em que cultiva seringueiras, culturas que exigem menos mão-de-obra. “Com 50 funcionários, eu e meus filhos damos conta de tudo” argumenta.

O que causou tanta revolta no produtor rural foram as visitas constantes dos agentes e fiscais do Ministério do Trabalho, que algumas vezes chegaram a ser, segundo ele, muito agressivas. Teve uma vez, contou, que um dos seus filhos foi receber as pessoas e ouviu de longe um “fica parado aí” de policiais que empunhavam metralhadoras.

 

Café Conilon

Cansado de ser envolvido em ações trabalhistas, o cafeicultor contou que a gota d’água foi a chegada de uma intimação sem denunciante. Ele narrou que o seu advogado foi verificar e ouviu uma resposta inventada na hora. “Cansei”, desabafou.

Procurado, o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, por meio de uma equipe plantonista, respondeu que está em recesso até o dia 9 de janeiro e que somente depois dessa data poderá apresentar um levantamento no Departamento de Estatísticas do órgão para apurar o geral das ações em que Wanderlino estaria envolvido.

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