Cuidado com as Fake News. O fenômeno é tão antigo quanto a Imprensa

O problema atinge cenários políticos e faz muita gente boa se ver em situação complicada. Recentemente sobrou até para o Papa Francisco. Disseram que ele havia declarado apoio ao então candidato Donald Trump. O Papa, com firmeza, retrucou dizendo que a desinformação é provavelmente o maior pecado que um meio de comunicação pode cometer.

A questão da proliferação virtual é a única novidade dessas notícias mentirosas. No século 18, anos antes da Revolução Francesa, publicações anônimas, chamadas libelos, circulavam pela Europa com o objetivo de difamar e destruir a honra das vítimas escolhidas. Os libelistas, eram autores das histórias que muitas vezes eram baseadas em situações reais, mas se tornavam fantasiosas para atingir os alvos.

E agora, três séculos depois, esses dados foram expostos na FAAP junto de outros que mostram, por exemplo, as eleições nos Estados Unidos no ano passado, onde as Fake News criadas por Donald Trump foram compartilhadas 30 milhões de vezes.

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Um levantamento realizado pela Veto Digital, à pedido do Portal EL PAÍS, mostrou que 70% das notícias mais compartilhadas sobre o Bolsa Família no ano passado eram falsas. Sobre a prisão de Lula “das dez reportagens mais compartilhadas sobre o tema, nove eram mentirosas”, contou André Rossi, que compôs a bancada de discussões ao lado de personalidades como o jornalista Leonardo Sakamoto, que comparou a notícia falsa a uma cebola, que cresce a cada nova publicação.

Mônica Rugai, jornalista e coordenadora do curso de Jornalismo da FAAP,  chamou os grandes veículos à responsabilidade, para que cumpram o menos a etapa de checagem das notícias. Além disso, a sociedade precisa tomar para si sua parcela de importância, à medida em que demanda ou não notícias de qualidade.

 

Com informações do El País

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