Decepcionados com a não intervenção das Forças Armadas, o foco do movimento dos caminhoneiros é fazer o governo renunciar

Os simpsons previu a greve dos caminhoneiros, só o Planalto não viu.

Em matéria publicada no portal do jornal O Estado de S.Paulo, nesta terça-feira (29), às 12h53 e atualizada às 15h08, o repórter Renée Pereira, mostra que nos grupos de WhatsApp, caminhoneiros se decepcionam com o fato de o Exército não ter assumido o poder, mas pedem apoio da população para derrubar atual governo.
Segundo o jornalista, passados os sete dias e seis horas que supostamente dariam o direito ao Exército assumir o poder, começa a cair a ficha dos caminhoneiros de que uma intervenção militar não vai ocorrer. “Cadê o Exército? O prazo acabou. Vai terminar tudo em pizza outra vez?”, questionava um participante dos grupos de WhatsApp.
Isso não significa, entretanto, que eles desistiram da batalha. Além de iniciarem um abaixo-assinado a favor da intervenção, eles passaram a focar em esforços para o presidente Michel Temer renunciar. Nos grupos da categoria, a estratégia agora é tentar incluir a população em geral nos protestos, argumentando que essa não é uma luta só dos caminhoneiros, mas de todo o País.

Para isso, eles pedem que o povo não fique nas filas de postos de combustíveis nem paguem valores altos. “A população não acordou ou está com preguiça de acordar. Não percebem que os descontos que o governo deu para nós caminhoneiros serão repassados para o álcool e para a gasolina de toda sociedade”, diz um deles, no grupo de WhatsApp.

Para os motoristas, a única forma de derrubar o governo é uma greve geral, uma manifestação que envolva toda a sociedade. “Nossa greve continua, mas se o povo não ajudar não conseguiremos atingir nossos objetivos. Cadê a população nas ruas”, questionava outro participante.

Eles também negavam que estavam sendo comandados por algum infiltrado. “Essa é uma luta nossa, não gostamos de políticos e nem queremos que eles estejam aqui”, afirmavam. Ainda segundo o repórter, o jornal participa de três grupos de WhatsApp de caminhoneiros, cada um com mais de cerca de 300 participantes.

Na troca de mensagens, eles se organizam rapidamente. As informações se alastram em minutos, como ocorreu após o pronunciamento do presidente, no domingo. Em áudios, líderes de cada Estado mostravam a situação do momento e as decisões de manter a paralisação. A ordem, por ora, é manter a paralisação.

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