Ouça a gravação que mudou a ordem no Palácio do Planalto

O Brasil mais uma vez parou diante das denúncias de corrupção. No início da noite desta quarta-feira,17, o site do Jornal ‘O Globo’, na coluna de Lauro Jardim, revelou a tentativa de obstrução de Temer à Operação Lava Jato. Segundo o jornal, o presidente incentivou pagamentos via a JBS, proprietária de marcas como a conhecida Friboi, pelo silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba desde outubro de 2016.

O fato ganhou mais repercussão com a entrada ao vivo, do plantão do Jornal Nacional. No Extremo Sul, políticos, empresários, profissionais liberais e outros segmentos sociais, que já vinham manifestando simpatia pelo atual Governo, não sabiam muito o que comentar. Tudo isso por conta da ousadia de Temer em enfrentar reformas impopulares, contrapondo com a liberação do FGTS, acordo com prefeitos e a criação do Cartão Reforma. Por telefone, muitos demonstraram contrariedade e preocupação com o amanhã do Brasil.

Segundo o jornal O Globo, os magnatas da JBS, Joesley Batista e o irmão Wesley, entregaram à Procuradoria Geral da República gravações de uma conversa, onde o presidente Temer, concordava que para garantir o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro teriam que pagar uma mesada. Na gravação, Temer consentia: “tem que manter isso, viu?”. Esse diálogo teria acontecido por volta das 22h30 do dia 7 de março, no Palácio do Jaburu- residência oficial da vice-presidência. Os magnatas levaram um gravador escondido.

Em outra conversa gravada, Temer indica a Joesley que procure o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla o frigorífico JBS. Posteriormente, Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley. As entregas de dinheiro foram filmadas, as cédulas tinham número de série controlado e as bolsas tinham chips de rastreamento, tudo sob supervisão da Polícia Federal. E

Poucos minutos depois da publicação das matérias, o presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), encerraram as sessões em Brasília, evitando maiores mobilizações internas. Logo depois, Temer se reuniu com ministros e parlamentares no Planalto. A reunião terminou às 22h08, e Temer saiu sem falar com a imprensa. Enquanto isso, manifestantes faziam buzinaço em frente ao Palácio do Planalto.

Essa delação ainda precisa ser homologada pelo relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, para então ser considerada uma prova legal. Mas, considerando que tudo foi feito em parceria com a Polícia Federal em articulação com a Procuradoria Geral da República, existe lastro institucional e legal para as ações.

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