Lula pediu e Moro disse não. Solicitação desnecessária

O Ex-presidente Lula pediu e o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, disse não. Em mais um episódio da Operação Lava Jato, escrito nesta segunda-feira, 15, a defesa e o Ministério Público Federal (MPF) fizeram o pedido para que novas testemunhas fossem ouvidas no processo em que Lula depôs na semana passada. Como resposta, receberam o despacho, via sistema eletrônico da Justiça Federal, dizendo que isso é “desnecessário” porque o juízo já teria ouvido muito acerca do tríplex, e que agora deve “valorar oportunamente os depoimentos já tomados”.

Juiz Federal Sergio Moro
Juiz Federal Sergio Moro (Foto: Reprodução)

Dando sinais de pressa, Moro estabeleceu os prazos para que as partes interessadas – MPF, Petrobras e advogados de defesa – façam suas alegações finais na ação. Firmou que o Ministério Público de 25/05 a 02/06 para encaminhar a sua conclusão do processo. A Petrobras, entre os dias 5 e 6. E a defesa de Lula do dia seguinte até 20 de junho.

O juiz também recusou outros pedidos da defesa, como o acesso à auditorias internas e ao processo de recuperação judicial da construtora OAS. A defesa de Lula se queixou de não ser plenamente atendida na solicitação de documentos à Petrobras e Moro respondeu que seriam “mais milhares de documentos”, sem necessidade justificada e por isso, dispensáveis. Outra solicitação dos advogados, foi para obter informações sobre o suposto acordo de colaboração premiada de Léo Pinheiro e Agenor Medeiros, mas o juiz negou que exista qualquer acordo.

Encerrada essa fase, Moro poderá proferir sentença e condenar, ou não, o ex-presidente.

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