O discurso apolítico é uma falácia que põe em risco a democracia

O discurso apolítico é uma falácia que põe em risco a democracia
Marina Silva (Foto: Re´produção)

Maria Silva é ex-senadora, por anos defendeu a sigla petista, teve passagem pelo PV e em 2015 criou seu próprio partido, a Rede. Até o momento ela não deu como certa sua candidatura à presidência em 2018, mas em Pesquisa Datafolha de abril (2017), seria Marina, ao lado do juiz Sérgio Moro (que nunca se anunciou candidato e sequer tem partido) que venceria o Lula num possível 2º turno.

Diante desse cenário, a Folha de S. Paulo fez uma entrevista com a [possível] presidenciável. A fala mais forte de Marina aconteceu quando ela foi perguntada sobre o modismo “apolítico”. Maria foi incisiva ao dizer que “a política de negar a política é a pior política. E mesmo o que se diz apolítico faz a política de se dizer apolítico”. Marina chegou a dizer que essa postura seria um risco à democracia, além de ser uma mera falácia.

Em outro momento, quando foi provocada a se manifestar contrária ou favorável ao presidente Temer, ela apelou para o contexto atual, lembrando que o relatório do ministro Herman Benjamin, no Processo de Cassação da chapa Dilma-Temer, está bem fundamentado ao apontar a existência de fraude eleitoral, caixa dois e propina. E defendeu que a Justiça Eleitoral faça o mesmo que a criminal [na Lava Jato], para mostrar que o “crime da corrupção não compensa”.

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