Tiros em ônibus de Caravana fazem parte do PT repensar estratégias de andanças

Na Folha Uol de hoje, 28, os colunistas estão de olho nas Caravanas petistas. O Blog do Josias traz diz que é preciso reconhecer que o Brasil “apaixonou-se pelo desastre. Se os últimos acontecimentos indicam alguma coisa é que essa paixão nacional pelo insolúvel é plenamente correspondida. O último privilégio da nação é poder formular sua própria receita para o caos…. Do jeito que vão as coisas e as pessoas, a expectativa é fúnebre. Organiza-se o funeral da sensatez. Depois, todos se culparão mutuamente pela sua morte. Mas o estrago estará feito.”. A convulsão que toma as redes sociais, nos choques de ódio, transborda para a praça. Condenado a 12 anos de cana, Lula está no palanque, não na cadeia. Inelegível, fantasia-se de candidato”, indigna-se o opinador.

A Caravana do o ex Presidente Lula foi alvejada quando se encaminhava para a cidade de Laranjeiras. Pelo menos 4 tiros acertaram os ônibus. 27/03/2018. Foto: Marlene Bergamo/FolhaPress

Enquanto isso, o Painel, assinado por Daniela Lima, trata o tema:

A última fronteira: O ataque a tiros à caravana de Lula inflou o discurso político do PT de que ele é vítima de uma caçada antidemocrática. O líder da legenda na Câmara, Paulo Pimenta (RS), telefonou ainda nesta terça (27) ao ministro da Segurança, Raul Jungmann, para dizer que a integridade do petista tornou-se responsabilidade do governo Temer. A investida sem precedentes assustou quadros da sigla que agora falam na possibilidade real de tragédia e defendem o fim das andanças pelo país.

Batalha campal: Integrantes da cúpula do PT temem uma escalada de confrontos caso o STF conceda o habeas corpus ao ex-presidente. Haverá, avaliam, uma “longa estrada até agosto”, período do registro das candidaturas. Eles apostam que Lula não topará se recolher nesse período.

Anéis e dedos:  Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça que hoje está advogando para o PT, diz que é preciso repensar o modelo das caravanas “para não colocar a vida de Lula em risco”.

Em alerta: Num retrato de como os ataques durante o giro pela região Sul deixaram os petistas alarmados, em Chapecó (SC), Fernando Haddad estava no palanque com o ex-presidente quando avistou uma igreja com torres. “Alguém vistoriou?”, indagou. Diante da negativa, rebateu: “Estão brincando”.

Nossos tempos: Raul Jungmann conversou pessoalmente com deputados do PT que foram até sua pasta falar sobre o assassinato de Marielle Franco, no Rio, e souberam dos tiros na comitiva de Lula durante a reunião. Segundo os relatos, o ministro mostrou-se assustado e tratou o episódio como o prenúncio de um futuro sombrio.

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