Paraná Pesquisas: Bolsonaro,31,2; Haddad, 20,2

O presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, segue firme na liderança da corrida pelo Palácio do Planalto, com 31,2 % das intenções de voto, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (26/9), que mostrou o petista Fernando Haddad em segundo lugar com 20,2 %.
Na última sondagem do Paraná Pesquisas, divulgada no dia 12,Bolsonaro tinha 26,6 %, enquanto Haddad estava com 8,3%, num embolado empate técnico no segundo lugar, embora estivesse numericamente em quinto lugar.
Na pesquisa divulgada nesta manhã no site O Antagonista, o presidenciável do PSL tem 44,3% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno contra o petista, que aparece com 39,4%.
Para o primeiro turno, Ciro Gomes (PDT) aparece com 10,1%, ante 11,9%do levantamento anterior, seguido por Geraldo Alckmin (PSDB), com 7,6%, ante 8,7%, e Marina Silva (Rede), com 4,3%, ante 10,6%.
Depois aparecem João Amoêdo (Novo), com 3,8%, ante 3,3%, Alvaro Dias (Podemos), com 1,9%, ante 3,7% , e Henrique Meirelles (MDB), com 1,3%, ante 2,4%.
Os eleitores que disseram que não votarão em nenhum candidato somaram 11,9%, ante 16,0%, e os que disseram que não sabem em que irão votar ficaram em 6,3%, ante 5,8%.
Não há informação no site sobre dias das entrevistas, nem o número de entrevistados ou a margem de erro do levantamento, que foi de aproximadamente 2,0% na pesquisa anterior

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BTG/FSB: Bolsonaro na liderança (33%); Haddad (23%)

São Paulo – A semana começou com más notícias para os adversários de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Segundo levantamento BTG/FSB divulgado na madrugada desta segunda-feira (24), os dois se mantêm na liderança. Bolsonaro repetiu os 33% da semana passada, enquanto Haddad manteve a escalada: passou de 16% para 23%. Ciro Gomes (PDT) recuou de 14% para 10%, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) passou de 6% para 8%. Marina Silva (Rede) manteve os 5%.
7% disseram que não vão votam em ninguém, 2% votarão nulo ou branco, 4% não sabem.
A pesquisa do BTG é a que tem dado maior pontuação a Bolsonaro na comparação aos outros levantamentos como o Datafolha e o Ibope.

Entrevistas
2 mil eleitores com idade a partir de 16 anos foram entrevistados nos dias 22 e 23 de setembro de 2018, por telefone, pelo Instituto FSB Pesquisa, nas 27 Unidades da Federação. A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
*Conteúdo revista Exame

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Bolsonaro sendo entrevistado em hospital pela Jovem Pan

Internado desde o início deste mês após levar uma facada na barriga,o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro concedeu uma entrevista exclusiva em vídeo ao jornalista Augusto Nunes, da Jovem Pan.
Essa será a primeira entrevista em vídeo para um canal de comunicação após o atentado sofrido durante uma agenda de campanha em Juiz de Fora (MG). Acompanhe ao vivo:

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Ibope (segunda-feira, 24/9): Bolsonaro tem 28%; Haddad, 22%; Ciro, 11%; Alckmin, 8%; e Marina, 5%

Com 28% das intenções de voto, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) é o líder da pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (24), que mostra Fernando Haddad (PT) isolado em segundo lugar com 22%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Na pesquisa Ibope de terça (18), Bolsonaro também teve 28%, contra 19% de Haddad. Antes, no levantamento do dia 11, o candidato do PSL teve 26% e o petista, 8%.
Veja os percentuais de intenção de voto para todos os candidatos a presidente:
 Jair Bolsonaro (PSL): 28%
 Fernando Haddad (PT): 22%
 Ciro Gomes (PDT): 11%
 Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
 Marina Silva (Rede): 5%
 João Amoêdo (Novo): 3%
 Alvaro Dias (Podemos): 2%
 Henrique Meirelles (MDB): 2%
 Guilherme Boulos (PSOL): 1%
 Cabo Daciolo (Patriota): 0%
 Eymael (DC): 0%
 João Goulart Filho (PPL): 0%
 Vera (PSTU): 0%
 Brancos e nulos: 12%
 Não souberam ou não quiseram responder: 6%
Ciro Gomes (PDT) manteve 11%. Geraldo Alckmin (PSDB) tinha 7% na semana passada e agora tem 8%. Marina Silva (Rede) obteve 5%, contra 6% na pesquisa do dia 18.

Pela margem de erro, Ciro e Alckmin estão tecnicamente empatados, assim como Alckmin e Marina.
O percentual de votos brancos e nulos foi de 14% para 12%. Os entrevistados que não souberam ou não quiseram responder somaram 6%, contra 7% na semana passada.
O Ibope fez a pesquisa entre os dias 22 e 23 de setembro, em 178 municípios em todo o país, com 2.506 entrevistados. As cidades onde as entrevistas foram feitas ainda não foram divulgadas. A pesquisa foi contratada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e pela TV Globo, e registrada no TSE com o número BR-06630/2018.
O intervalo de confiança estimado para a pesquisa é de 95%. Segundo o Ibope, isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados serem um retrato do “atual momento eleitoral”.
Rejeição
Outro tema pesquisado pelo Ibope foi a rejeição aos candidatos, isto é, em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum. Bolsonaro permanece como o mais rejeitado, indo de 42% para 46%. No caso de Haddad, o índice foi de 29% para 30%.
Como os entrevistados podiam escolher mais de um nome, a soma dos percentuais ultrapassa os 100%.
Veja os números de rejeição:
 Bolsonaro: 46%
 Haddad: 30%
 Marina: 25%
 Alckmin: 20%
 Ciro: 18%
 Meirelles: 11%
 Cabo Daciolo: 11%
 Eymael: 11%
 Boulos: 11%
 Vera: 10%
 Alvaro Dias: 9%
 Amoêdo: 9%
 João Goulart Filho: 9%
 Poderia votar em todos: 2%
 Não sabe/não respondeu: 7%
*Conteúdo UOL, Ibope e agências.

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Marina Silva repete 2014 e vê apoio minguar

Pela primeira vez com seu próprio partido, a candidata da Rede, Marina Silva, chega a duas semanas do primeiro turno das eleições 2018 com o risco de ter metade – ou menos – dos votos que conquistou nos pleitos anteriores, se a situação que as pesquisas projetam se concretizar. A ex-ministra perdeu metade das intenções de voto que tinha (12% para 6%) e despencou em quase todos os cenários, conforme o mais recente levantamento do Ibope.
As explicações, segundo o Estado apurou com a campanha e cientistas políticos, vão da falta de estrutura da Rede até o posicionamento pouco incisivo da candidata. A hipótese mais aventada é a de que Marina é considerada como uma “ótima segunda opção” na hora do voto.
Neste domingo, 23, a candidata criticou o tom de violência usado por concorrentes durante a campanha. Para ela, o País precisa de união. Sobre a disputa eleitoral, Marina voltou a citar o clima em que está o pleito e se colocou como a alternativa a isso. “Nós queremos um Brasil unido e a população brasileira tem uma grande responsabilidade. Não podemos permitir que as eleições se transformem em um plebiscito, uma escolha entre a cruz e a espada”, afirmou.
Marina não apenas não conseguiu ampliar seu eleitorado como perdeu capital eleitoral e apresenta a segunda maior rejeição dentre os candidatos (26%), atrás só do candidato do PSL, Jair Bolsonaro (42%). O que dificulta uma reação é que a rejeição não está concentrada em um único setor, segue a mesma média em todos.
Alfredo Sirkis, ex-coordenador de campanha de Marina em 2010, diz que ela pode ter um papel fundamental no segundo turno. “Seja quem for para o segundo turno, a Marina, como grande líder da sociedade civil, vai jogar um papel importante para derrotar Bolsonaro.”
Aliados tendem a diferenciar as dificuldades da candidata nesta eleição da anterior, mas admitem que neste ano a queda é mais preocupante. Há oito anos, sabiam que a probabilidade de ela ser eleita era baixa e que o importante era mostrar uma alternativa à polarização. Já em 2014, além de ela não ter se preparado para ser candidata a presidente, a falta de intimidade com uma estrutura de campanha e de partido (PSB) que não foram feitas para ela teriam afetado seu desempenho.
Neste ano, a ex-senadora disputa pela primeira vez com o seu partido, criado há três anos, com pouca estrutura e recursos. No período, elegeu seis prefeitos, mas perdeu importantes quadros e parlamentares, o que criou um problema a mais: ultrapassar a cláusula de barreira. Dentro do partido, algumas pessoas defendiam que Marina não se lançasse neste ano, para focarem em fortalecer a sigla. A tendência foi minoritária. Como resultado, até sexta-feira, 21, a campanha de Marina foi a que mais recebeu repasses do partido, proporcionalmente. Mais da metade do fundo eleitoral foi destinado à disputa pelo Planalto.
Auxiliares defendem a tese de que o patamar de 12% refletia a incerteza em torno da candidatura petista e que a corrida eleitoral começou apenas quando Fernando Haddad virou cabeça de chapa do PT. Segundo um aliado de Marina, ela desidrata neste cenário, porque é o segundo voto de muita gente. Uma explicação, diz, é que a sociedade polarizada está cada vez mais exigindo posicionamentos firmes e Marina não teria esse perfil.
Professora de ciência política da Unicamp, Andreia Freitas fala em efeito de “contágio”. “Quando Marina cai nas pesquisas, os eleitores começam a desembarcar porque acham que ela não é mais competitiva.”
Já o professor de ciência política da USP, Humberto Dantas, pontua que neste ano, diferente das eleições anteriores, Marina passa quatro anos mais afastada da política, funda um partido que é muito pequeno ainda, tem discursos muito moderados e falta posicionamento. “Ela começa carregando esse recall e mantém por um bom tempo, até que os candidatos vão se apresentando com discursos muito ácidos, muito tensos, ela vai perdendo porque não tem essa postura. E que bom que não tem, considero importante pessoas equilibradas disputando a Presidência. Para completar, a pouca estrutura a deixou com pouco espaço para se expor.”
Em 2010, 3ª via
Em 2010, Marina, então no PV, despontou como a novidade e a terceira via nas eleições, alcançando 19,6 milhões de votos ou 20% do eleitorado. Quatro anos depois, conquistou mais 2 milhões de eleitores. Seu crescimento foi tamanho que, em determinado momento, empatou tecnicamente com Dilma Rousseff (PT), que disputava reeleição. Os 33% que conquistou naquela semana foi o ápice, até hoje, de desempenho de Marina em todas as campanhas. Naquele ano, foi caindo pesquisa após pesquisa, até terminar o primeiro turno com 21%.
*Conteúdo O Estado de S.Paulo – por Marianna Holanda/colaboraram Daniel Bramatti e Carla Bridi

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Generais planejam o eventual governo Bolsonaro

Enquanto a campanha do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, que se recupera em hospital de São Paulo de um ataque a faca, tenta apagar incêndio provocado pela defesa da recriação da CPMF pelo economista Paulo Guedes e por declarações polêmicas do candidato a vice, general Hamilton Mourão (PRTB) –o militar foi orientado a reduzir aparições públicas e o “guru econômico” de Bolsonaro cancelou uma série de compromissos–, um grupo de militares de alta patente continua trabalhando para aprofundar o plano de governo e manter a campanha ativa nos estados.
Em posições estratégicas na campanha, ao menos nove generais e um brigadeiro, todos da reserva das Forças Armadas, atuam em duas frentes: uma técnica, que elabora a plataforma de um eventual governo Bolsonaro, e uma política, onde trabalham como articuladores políticos do capitão reformado.
O grupo técnico, coordenado por três generais, um brigadeiro e um civil, é responsável por criar políticas de governo. Nas mãos deles, está a elaboração de diretrizes para as áreas de segurança pública, transportes e infraestrutura, aeroportos, educação, ciência e tecnologia.
Eles se reúnem quase diariamente no Hotel Brasília Imperial, no Distrito Federal, e permanecem em contato via WhatsApp. Juntos, coordenam equipe de cerca de 30 técnicos civis que elaboram diretrizes para um eventual governo.
Na área de infraestrutura, a prioridade é terminar obras não concluídas e resolver problemas nas malhas rodoviária e ferroviária; na educação, o foco é priorizar investimentos no nível básico da rede pública; na ciência e tecnologia, propõem incentivos a pesquisas em áreas estratégicas e, na defesa e segurança, querem integrar as polícias estaduais e federal para a troca de informações de inteligência. Também defendem revisão de benefícios de progressão de pena para condenados de crimes mais graves –a proposta, no entanto, depende de mudança na legislação penal.
Único civil com função de coordenador nesse núcleo, o cientista político Antônio Flávio Testa, doutor pela UNB (Universidade de Brasília) –a instituição diz que atualmente não possui vínculo com o acadêmico–, dedica-se à área de esportes e a questões indígenas. Assuntos relacionados à área econômica são tratados por um grupo à parte do núcleo técnico, sob o comando do economista Paulo Guedes.
O presidenciável disse em agosto que um eventual governo seu terá “um montão de ministro militar (sic)”, selecionados segundo ele, “de acordo com a competência e habilidade deles”. Ao menos dois dos generais que compõem a campanha admitiram ao jornalista Luís Kawaguti do UOL que aceitariam um possível convite –eles são hoje responsáveis pelas propostas nas áreas de segurança e infraestrutura.
No grupo político, outros seis generais da reserva agem nos estados –todos eles candidatos (a maioria disputando vaga na Câmara dos Deputados pelo PSL). A estratégia é promover Bolsonaro e, com ele, suas próprias candidaturas.
Nesse “front”, está o vice de Bolsonaro, Antônio Hamilton Mourão (PRTB), que tem no currículo passagens pelo Alto Comando do Exército e Comando Militar do Sul, e coleciona declarações polêmicas –entre as mais recentes, falou no começo do mês da possibilidade de um “autogolpe” do presidente com apoio das Forças Armadas em caso de hipotética situação de anarquia, e, na última segunda-feira (17), afirmou que famílias pobres “onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó” são “fábricas de desajustados” que fornecem mão de obra ao tráfico de drogas.
O Exército diz que os militares engajados na campanha não representam a instituição –que se expressa somente pelas falas de seu comandante, o general Eduardo Villas Boas. O Exército se diz apartidário, mas declarações de Villas Boas têm provocado críticas.
Em entrevista publicada no dia 9 pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, Villas Boas afirmou que o ataque a Bolsonaro mostra que “nós estamos agora construindo dificuldade para que o novo governo tenha uma estabilidade, para a sua governabilidade e podendo até mesmo ter sua legitimidade questionada”. Na mesma entrevista, ele descartou a hipótese de o Exército provocar uma quebra de ordem institucional.
Núcleo técnico
O núcleo técnico da campanha de Bolsonaro é dirigido por quatro militares da reserva (de alta patente) e um civil. A colaboração não envolve remuneração, segundo os militares.
Eles coordenam mais de 30 pessoas e elaboram planos e estratégias de ação para um eventual governo Bolsonaro –a maioria são técnicos civis, muitos deles servidores públicos de carreira que hoje atuam no governo Michel Temer (MDB).
Da coordenação desse grupo, podem sair ministros de um eventual governo Bolsonaro.
A campanha diz que ainda é cedo para se falar em composição de ministérios, ainda que Paulo Guedes já tenha sido cotado para comandar a área econômica. No entanto, o UOL conversou com três dos quatro militares do grupo técnico e dois deles disseram que aceitariam possíveis convites para assumir ministérios.
O general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, que responde pelas áreas de defesa e segurança pública, diz não ter aspirações políticas, mas fala em colaborar com o país. “Se eu for convidado e aceitar, será só mais uma missão”, disse.
“Qualquer um ficaria honrado [com um convite para ser ministro]. Mas deixo Bolsonaro muito à vontade”, afirmou o general Ferreira, responsável pelas áreas de transporte, infraestrutura e mineração.
Já um brigadeiro da Aeronáutica que participa do grupo –e pediu para não ter o nome revelado– disse que voltará à sua aposentadoria quando os trabalhos forem encerrados.
Segundo Mourão, o núcleo vem trabalhando para que Bolsonaro tenha um planejamento pronto, caso assuma a Presidência da República em 1º de janeiro de 2019. Essas estratégias aprofundam o plano de governo já apresentado.
Cada coordenador cuida de uma área específica, como segurança, transporte e educação. Eles se reúnem quase todos os dias para discutir e receber palestrantes e consultores –inclusive analistas com visões contrárias a Bolsonaro.
“Fizemos muitas reuniões na minha casa até o momento que começou a campanha”, conta o general Ferreira. A partir de março, as reuniões se intensificaram. Antes de Bolsonaro ser esfaqueado, costumava se reunir às quartas-feiras com o grupo técnico. A menos de um mês do pleito, o grupo se reúne no Hotel Brasília Imperial quase diariamente.
Ideias em debate
Na área de segurança, o grupo traça estratégias para combater a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, armas e madeira. Para o grupo, rastrear o dinheiro movimentado nessas atividades é a melhor forma de combater o crime organizado.
Em paralelo, defendem investir em dois programas das Forças Armadas de monitoramento de fronteiras, o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) do Exército, e o Sisgaaz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul), da Marinha, e aumentar os esforços diplomáticos para convencer países vizinhos a reprimir mais o tráfico.
Eles ainda discutem como integrar a troca de informações de inteligência da Polícia Federal com polícias estaduais.
Para a equipe técnica de Bolsonaro, as Forças Armadas terão papel de destaque na segurança pública. Eles estudam formas para que militares possam ensinar as polícias estaduais a melhorar suas estruturas logísticas, para evitar por exemplo que veículos, armas e equipamentos fiquem fora de uso por falta de manutenção.
Também entendem que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica devam continuar a ser usados em operações de Garantia da Lei e da Ordem e avaliam a possibilidade das escolas militares intensificarem o preparo dos soldados não só para a defesa contra inimigos externos, mas para ações de segurança pública no país.
Outra ideia em debate é a punição de crimes menos graves com penas alternativas e maior rigor em casos mais graves, impedindo que condenados tenham direito à progressão penitenciária [o direito a benefícios, como sair temporariamente da cadeia, após cumprir uma parte da pena]. Essas propostas necessitariam de mudanças na legislação, e os militares não informaram de que forma elas seriam conduzidas.
Nas áreas de infraestrutura e transportes, querem terminar projetos inacabados, como a ferrovia que pretende ligar o país de norte a sul, e identificar gargalos na rede rodoviária –consertando por exemplo rodovias responsáveis por escoar a produção agropecuária das regiões Centro-Oeste e Norte.
Na educação, entendem que o nível básico de educação deve ser melhorado. Na área de pesquisa, querem investir em parcerias com empresas e incentivar o desenvolvimento de tecnologias que tenham aplicação prática, como por exemplo pesquisas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) para tonar o setor mais eficiente.
Na saúde, o grupo quer reordenar o sistema de dados para identificar desperdícios e desvios na rede pública.

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Temer vai à ONU e Toffoli assume a presidência

O presidente Michel Temer embarcou neste domingo (23/9) para Nova York, nos Estados Unidos, para participar da abertura da 73ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Antes da partida, Temer transferiu o cargo temporariamente ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, durante uma rápida cerimônia na Base Aérea de Brasília. É a primeira vez que o ministro atuará como presidente da República interino.
O presidente do STF assumirá o cargo em função da legislação eleitoral. Como o cargo de vice-presidente estará vago, em virtude da viagem de Temer, a primeira pessoa da linha sucessória no país é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o segundo, o do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).
No entanto, a legislação eleitoral impede a candidatura de ocupantes de cargos no Executivo nos seis meses que antecedem as eleições. Dessa forma, se Maia ou Eunício assumissem a Presidência, ficariam inelegíveis e não poderiam disputar as eleições de outubro.
Toffoli ficará no cargo até terça-feira e deverá assinar a recondução de um conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), uma norma que trata da licença paternidade para miliares e a inscrição do nome do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes no Livro de Heróis da Pátria.
ONU
A assembleia está marcada para a terça-feira (25) e está previsto um discurso do presidente brasileiro. Esta será a última vez que Temer vai participar da reunião das Nações Unidas como presidente da República. O Brasil é sempre o primeiro país a discursar desde a 10ª sessão da cúpula em 1955, que ocorre todo o mês de setembro.
Temer deve se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Também terá dois compromissos, primeiro uma reunião bilateral com o presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez. Em seguida, participará de uma reunião com presidentes do Mercosul, bloco que reúne Brasil, Argentina, Uruguai e Argentina.
Temer deve se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Também terá dois compromissos, primeiro uma reunião bilateral com o presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez. Em seguida, participará de uma reunião com presidentes do Mercosul, bloco que reúne Brasil, Argentina, Uruguai e Argentina.
Por André Richter – Repórter da Agência Brasil

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Datafolha (quinta-feira 20/9): Bolsonaro é líder com 28% e Haddad cresce para 16%

O Instituto Datafolha divulgou na madrugada desta quinta-feira (20/9) uma nova pesquisa de intenção de voto para presidente da República. Jair Bolsonaro (PSL) segue na liderança, com 28%. Em segundo lugar, aparece Fernando Haddad (PT), que cresceu três pontos e chegou a 16%. O candidato petista continua tecnicamente empatado com Ciro Gomes (PDT), que ficou estagnado,com 13%.

No levantamento, encomendado pela Rede Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo, foram ouvidas 8.601 pessoas, de 323 municípios entre os dias 18 e 19. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o nível de confiança é de 95% e o número de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-06919/2018.

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem quase metade do tempo de TV, está estagnado na pesquisa, com 9%. O tucano aparece empatado com Marina Silva (Rede), que agora tem 7% das intenções de voto.

O instituto também mediu a rejeição dos candidatos. Jair Bolsonaro lidera, com 43% dos eleitores dizendo que não votariam nele em hipótese alguma. Ele é seguido por Haddad, com 29%.

As simulações do Datafolha para segundo turno mostram que Ciro é o único candidato que venceria todos os rivais. Ele bateria Bolsonaro com 45% e com vantagem de seis pontos. Nos outros cenários, Bolsonaro empata com Haddad, Alckmin e Marina.

No conjunto do eleitorado, 40% dizem que podem mudar o voto. Entre eles, 15% indicam Ciro como segunda opção, 13% apontam Marina, 12% optam por Haddad e Alckmin e 11% indicam Bolsonaro. *Com informações Correio Brasiliense, UOL e agências)

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Pesquisa Ibope (18/9): Bolsonaro, 28%; Haddad, 19%; Ciro, 11%; Alckmin, 7%; Marina, 6%

O Ibope divulgou nesta terça-feira (18) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre domingo (16) e terça-feira (18).
O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.
Os resultados foram os seguintes:
• Jair Bolsonaro (PSL): 28%
• Fernando Haddad (PT): 19%
• Ciro Gomes (PDT): 11%
• Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
• Marina Silva (Rede): 6%
• Alvaro Dias (Podemos): 2%
• João Amoêdo (Novo): 2%
• Henrique Meirelles (MDB): 2%
• Cabo Daciolo (Patriota): 1%
• Vera Lúcia (PSTU): 0%
• Guilherme Boulos (PSOL): 0%
• João Goulart Filho (PPL): 0%
• Eymael (DC): 0%
• Branco/nulos: 14%
• Não sabe/não respondeu: 7%
Em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na terça-feira (11):
Jair Bolsonaro oscilou positivamente dois pontos, indo de 26% para 28%;
Haddad cresceu 11 pontos percentuais, passando de 8% para 19%;
Ciro manteve os mesmos 11%;
Alckmin oscilou negativamente, indo de 9% para 7%;
Marina foi de 9% para 6%;
Os indecisos se mantiveram em 7% e os brancos ou nulos caíram de 19% para 14%.
Rejeição
O Instituto também perguntou: “Dentre estes candidatos a Presidente da República, em qual o (a) sr. (a) não votaria de jeito nenhum? Mais algum? Algum outro?”.
Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.
Os resultados foram:
• Bolsonaro: 42%
• Haddad: 29%
• Marina: 26%
• Alckmin: 20%
• Ciro: 19%
• Meirelles: 12%
• Cabo Daciolo: 11%
• Eymael: 11%
• Boulos: 10%
• Alvaro Dias: 10%
• Vera: 9%
• Amoêdo: 9%
• João Goulart Filho: 8%
• Poderia votar em todos: 2%
• Não sabe/não respondeu: 9%
Simulações de segundo turno
Haddad 40% x 40% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 5%)
Ciro 40% x 39% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 6%)
Alckmin 38% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 18%; não sabe: 6%)
Bolsonaro 41% x 36% Marina (branco/nulo: 18%; não sabe: 5%)
Sobre a pesquisa
• Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
• Entrevistados: 2.506 eleitores em 177 municípios
• Quando a pesquisa foi feita: 16 e 18 de setembro
• Registro no TSE: BR-09678/2018
• Nível de confiança: 95%
• Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”. *Conteúdo G1.

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TSE define urna eletrônica com 13 candidatos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fechou nesta segunda-feira (17/09) o sistema de registro de candidaturas à presidência da República que será inserido nas urnas eletrônicas para a votação no primeiro turno das eleições, que será realizado no dia 7 de outubro. Com a medida, ficam confirmados os nomes de 13 candidatos à presidência da República e seus respectivos vices que tiveram os registros aceitos pelo tribunal.
O nome do candidato Fernando Haddad (PT) e sua vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), foram considerados aptos para inserção nas urnas, apesar de o registro de candidatura ainda não ter sido julgado pela Corte. Haddad teve o nome confirmado pelo PT após o TSE barrar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com o TSE, os dados dos presidenciáveis são enviados aos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que serão responsáveis pelo carregamento das urnas com os dados de todos que vão participar do pleito. Os tribunais locais também vão inserir as informações dos candidatos aos governos estaduais, deputados estaduais, federais e senadores. *Com informações Agência Brasil/ André Richter

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