BOLSONARO 2018

Pré candidato a presidente da república representa para alguns o “novo”, outros o chamam de Trump brasileiro, ex-militar, defensor da moral e dos bons costumes, faz parte da bancada da arma e da bala, nacionalista, misógino e sua novidade é a recente filiação ao Partido Liberal. Liberdade questionada, se tratando de Bolsonaro, sua grande missão é equilibrar seu discurso convencendo o setor empresarial e social que o militar não é um radical ou um falastrão, temem as surpresas caso Bolsonaro seja eleito, entretanto, conquista com facilidade o público das redes sociais, mas enfrenta resistências com os Progressistas, Defensores dos Direitos Humanos e sua futura equipe econômica é objeto de desconfiança do mercado financeiro.

Sua zona de conforto é falar sobre segurança pública, combate a corrupção e temas que agradam os  conservadores, o discurso utópico do uso de arma de fogo é também um tema que o aproxima do seu eleitorado.  Bolsonaro entende que a violência é assunto que faz parte do cotidiano da sociedade e propõe soluções simples para problemas complexos.

Ainda não é possível analisar a capacidade de convencimento, argumentação e crescimento nas pesquisas de Jair Bolsonaro, contudo é fato que a sua candidatura é irreversível e seus eleitores são muitos nas ruas, nos grupos de WhatsApp e Facebook. Bolsonaro segundo a pesquisa Datafolha divulgada no último domingo dia 15/04/2018 aponta o deputado na vice-liderança das intenções de voto.É possível Bolsonaro alcançar metade dos eleitores brasileiros e mais um? Para assim ser o vitorioso?!?A indignação social é grande, torna o militar um candidato com força, voz e seguidores, para debater pelo segundo turno.  Jair Bolsonaro é um sucesso de marketing pois mesmo em pré campanha, tendo exercido apenas funções no legislativo, sem registro de projetos de sua autoria aprovados e desconhecido por parcela da sociedade, representa  possibilidade de estar presente no segundo turno.O militar é objeto de amor e ódio, há aqueles que o defende com ânimo e também há o que o ignora. Ideias prontas, como bandido bom é bandido morto e o fim dos Direitos Humanos.Bolsonaro aparenta estar fora do mecanismo, establishment, causa frio na barriga dos que torcem pelo FLA FLU, VERMELHOS E AZUL, porque Bolsonaro é uma terceira via ,que o  discurso comove e identifica muita gente.

É real também que suas ideias conservadoras, podem ameaçar a liberdade dos costumes, oferecer riscos às minorias e dialogar com discurso pronto para família “real” brasileira, contudo este fato por si só não é capaz de derrubar a popularidade do militar.Jair Bolsonaro falem o que quiser, mas seu nome terá destaque e com chances reais de ocupar uma vaga no segundo turno, vaga concorrida também por Alckmin e Marina, tema posterior.

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Após Ordem de Prisão expedida pelo juiz Sérgio Moro, Lula se entrega

A prisão de Lula era fato preanunciado, já existia expectativa social de quando isso iria de fato acontecer, aconteceu e Lula está preso.

Sua prisão desperta diversos questionamentos, tais como:

  • O mérito da sentença de Moro
  • A quem interessa Lula preso
  • Qual impacto social da prisão de Lula
  • O que ainda pode acontecer

No que diz respeito ao mérito da sentença de Moro, é necessário analisar com imparcialidade a existência de circunstâncias espúrias entre empreiteiras e o poder público, que cooperam entre si, com a máxima maquiavélica de que os fins justificam os meios, frase escrita no Livro O Príncipe, o qual reflete o comportamento dos líderes do Estado que objetivam  manter a governança.

No caso concreto de Lula e o tríplex é fato o interesse do ex presidente pelo o apartamento, principalmente oferecido nas condições do seu antigo companheiro Leo Pinheiro, dono da empreiteira OAS, interesse pessoal e contratos públicos são objetivos divergentes daqueles que  interessam por gerir o orçamento público, mas também é fato que apenas despertar interesse de obter o apartamento, não é crime, ou seja além das circunstâncias e das expectativas, é necessário provas que materializam qual crime ocorreu, quando ele ocorreu, onde e em quais condições, sem essas respostas objetivas, faltam requisitos  de prova, cai na subjetividade sua condenação.

A prisão de Lula é interesse de diversos grupos sociais, principalmente os que representam o capital financeiro, pois é entendimento de ambos os lados que as operações financeiras, lucros e dividendos serão taxadas pelo estado, ou seja, aqueles que ganham dinheiro apenas pela renda, ações, dólares, vão precisar produzir, investir o dinheiro e contratar funcionários pois a lucratividade dos rentistas e banqueiros já não serão as mesmas, abrindo espaço para o crescimento do capital produtivo.

Quando apontam a mídia também como interessado pela prisão de Lula, o fato é que os interessados são os contratantes dessas mídias, empresários, representantes do capital financeiro, banqueiros ou mesmo os concessionários de rádio e televisão que temem uma regulação financeira desse sistema altamente lucrativo.

O impacto social da prisão de Lula é uma caixa de pandora, pois o encarceramento do ex presidente tem o poder de despertar o ânimo e o coração dos brasileiros, também do exterior, seja para acolher o Lula ou crucificar este. Os próximos dias serão importante para o campo da esquerda e do Partido dos Trabalhadores, terão a dura missão de partir para o enfrentamento, mostrar a força, a capacidade de argumentação e resistência, será nas ruas, no diálogo com a sociedade que é possível informar, ouvir e manifestar.

O fato é, a prisão de LULA muda o jogo eleitoral, o Partido dos Trabalhadores vai precisar abrir canais de diálogos, talvez até abdicar de uma candidatura própria, assunto este que enfrenta muita resistência em alas do Partido. Apoiar um candidato de outro partido, estando o PT com Lula em primeiro lugar nas pesquisas não é algo fácil de abdicar, mas é consenso que Lula terá dificuldade em registrar sua candidatura para concorrer a presidente.

Diante do impasse da prisão de Lula e da dificuldade do registro de sua candidatura, abre um vazio político, muitos ficam órfão do seu maior líder político e com isso surge espaço para outras candidaturas e é sobre esse espaço que iremos analisar adiante.

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Lula

Ontem 04 de abril de 2018 foi um dia esperado por muitos, já que o ex presidente Lula, algoz ou ídolo estava no banco dos réus, a espera de habeas corpus, instrumento constitucional que tem como objetivo garantir o direito de liberdade, ir e vir de todo cidadão brasileiro.

Quais questionamentos, dúvidas e obscuridades estavam em jogo no julgamento de Luís Inácio?

O primeiro questionamento a ser respondido é o porquê do julgamento deste habeas corpus,

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

LVII – ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;

A Constituição Federal em seu artigo 5º em interpretação literal escreve que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, ou seja, enquanto existir recurso disponível para interpor em favor da liberdade e absolvição do réu este não será culpado.

Quando a opinião pública ou a opinião publicada de acordo com seus interesses pessoais achaca o Supremo Tribunal Federal com críticas incisivas e chantagens claras, coloca em cheque o grau de independência do STF. O Supremo Tribunal Federal que negou o habeas corpus a Lula ontem por 6×5 é o mesmo STF que devolveu mandato ao senador Aécio Neves também por ¨6×5 com o voto decisivo da Ministra Carmen Lúcia o que ocorreu em ambos episódios.

O que é preciso esclarecer: É  que em uma democracia consolidada, a mais alta corte do país, não pode ser vítima de qualquer chantagem, pouco importando de onde elas surgem, seja do executivo, legislativo ou a própria imprensa. A independência e harmonia dos poderes é um preceito essencial para fortalecer a democracia. Caminhos que não passam pelo voto popular, são autoritários e ferem as garantias individuais.

Lula é condenado em segunda instância e ainda não foi preso, porque faltam elementos essenciais para que se decrete prisão cautelar, ou seja o ex-presidente não oferece risco as investigações, nem mesmo a sociedade, mas aí entra a obscuridade do julgamento de lula, a alguém este nordestino oferece riscos, quem?

É claro que existe uma parcela ainda não muito clara, próximas ao capital financeiro, que por motivos ainda obscuros, não aceitam que Lula participe do processo eleitoral, sim as eleições de outubro é foco desse Habeas Corpus. Caso Luís Inácio continue sua campanha política e fique fora das grades o seu desempenho eleitoral no que dizem as últimas pesquisas, Ibope e Data Folha, mostram claramente LULA em primeiro lugar.

Parece até uma teoria da conspiração, mas é fato que essa condenação de Lula abriu diversas divergências, judicias e sociais, mexendo com o ânimo da população, uns os querem atrás das grades, a outros Lula será presidente e a também há aqueles que só defendem a participação do ex presidente nas eleições de outubro.

O Fato é que o Habeas Corpus ontem negado a Lula, muda o cenário político e causa a necessidade de mudança de estratégia tanto para o Partido dos Trabalhadores, quanto para a esquerda e a direita do País que vão precisar identificar candidatos e unificar discursos para que possam receber os votos dos eleitores de Lula caso este seja impedido de participar do processo eleitoral, com base na Lei Ficha Limpa, que impede condenados em segunda instância a registrarem suas candidaturas.

Mas quem pensa que Lula é carta fora do baralho após ter seu pedido de liberdade negado, está realmente enganado, pois a força popular e capacidade do ex presidente em conversar com grande parcela da população e a possibilidade real de transferência de votos ao candidato que contar com seu apoio, dará a Lula uma responsabilidade significativa. Já que independe onde estiver, em campanha ou atrás das grades sua voz ecoará próximo ao novo Presidente Da República ….

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