O Projeto Escolas Culturais realiza mais um evento cultural em Porto Seguro

A cidade de Porto Seguro possui desde o mês de abril, uma escola cultural, o Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães. Já realizou eventos (dança e fotografia) e agora segue para seu terceiro evento cultural nos dias 09 e 10 de junho de 2018. Neste evento contará com a participação do NEOJIBA que realizará sua terceira caravana com entidades parceiras (IASA, Ecoar, Musicart, Lyra Popular de Belmonte, BAMTIB e NPO Trancoso) que juntas formam a Orquestra Regional do Descobrimento.

Projeto Escolas Culturais em Porto Seguro
Projeto Escolas Culturais em Porto Seguro

Dia 09 a Orquestra se reunirá para os ensaios de naipes (sopros e cordas) e no domingo dia 10/06 ocorrerá o evento: Um ensaio aberto as 11:00hs, para toda comunidade do entorno e músicos de outras iniciativas musicais da região. Além de divulgar o projeto Escolas Culturais, o evento tem o propósito de fomentar a música e estimular iniciativas musicais como a fanfarra da escola, um desejo de alunos e direção.

o projeto iniciou suas atividades no mês de Abril em 85 municípios do estado, distribuídos nos 27 territórios de Identidade. A ação está sendo implantada em Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino. Com o objetivo de dinamizar a cultura nos territórios de identidade e incentivar o uso da escola como equipamento cultural e de interação social.

Trata-se de uma ação do Governo do Estado desenvolvida por meio da iniciativa interinstitucional firmada entre as Secretarias da Educação (SEC), Secretaria de Cultura (SECULT) e Secretaria de Justiça Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) com a participação na gestão do Instituto de Ação Social Pela Música – IASPM.

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Rui: foi um dia de trabalho no extremo sul

Em um dia agitado no extremo sul, o governador Rui Costa participou de várias inaugurações, assinou ordens de serviços, entregou veículos para agricultura saúde e segurança, nas cidades de Nova Viçosa e Teixeira de Freitas.

Rui Costa
Rui Costa

Rui encerrou o giro em Teixeira de Freitas, onde entregou à região o Centro Integrado de Comunicações (Cicom), que vai beneficiar as populações de Teixeira de Freitas, Itamaraju, Nova Viçosa, Mucuri, Prado, Medeiros Neto, Alcobaça, Caravelas, Itanhém, Jucuruçu, Ibirapuã, Vereda e Lajedão.

Cicom
Cicom

“Um dia de trabalho. Pela manhã, em Nova Viçosa, obras de estrada, abastecimento de água e agricultura familiar. E agora, em Teixeira de Freitas, obras de esgotamento sanitário, abastecimento de água, inauguração do Cicom e do Disep, além da duplicação da entrada da cidade. Enfim, são muitas obras e muito trabalho. Isso garante melhor infraestrutura e melhores condições de segurança para Teixeira de Freitas”, afirmou Rui.

O Cicom centraliza todas as ligações dos serviços de emergência 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil) e 193 (Bombeiros), nas 13 cidades contempladas. Um efetivo de 18 policiais atuará no Cicom. “Todas as pessoas que ligarem para esses números serão atendidas aqui e daqui faremos o despacho das viaturas. Ou seja, a gente tem uma noção exata de onde as viaturas estão e quais os meios a serem empregados. Todos ganham muito com esse equipamento”, destacou o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa.

Viaturas
Viaturas
Bombeiros
Bombeiros

Ainda em Teixeira de Freitas, o governador inaugurou o 30º Distrito Integrado de Segurança (Disep). Assim como em outros 29 municípios que já possuem a estrutura, o equipamento integra as corporações de segurança. No espaço, com 1,6 mil metros quadrados de área construída, 40 policiais vão atuar e recepcionar a população com mais conforto e agilidade. A obra exigiu um montante de R$ 1,36 milhão. Na ocasião, 17 viaturas foram entregues para a Polícia Militar.

Além da segurança pública, uma das prioridades do Governo do Estado é levar água tratada para os moradores de todas as localidades, principalmente aquelas mais afastadas. Em Teixeira de Freitas, o governador entregou diversas obras que melhoram a distribuição da água. Foram aplicados R$ 2,43 milhões na implantação de adutora; ampliação da casa de bombas; instalação de válvula de retenção; melhorias em estações de tratamento e comportas; e implantação de rede de distribuição.

Rui também assinou ordem de serviço para a construção da segunda etapa do esgotamento sanitário do município, no valor de R$ 6,7 milhões. Outro documento garantiu o início imediato das obras de duplicação da BA-290, no trecho de travessia urbana de Teixeira de Freitas, com R$ 6,3 milhões em investimentos.

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Rui, de novo, inaugura em Teixeira e Nova Viçosa

Nesta sexta-feira (25), o governador Rui Costa participa de ações em dois municípios do extremo sul da Bahia – Nova Viçosa e Teixeira de Freitas. Segundo a Secretaria de Comunicação Social do Governo do Estado, consta na pauta, ações que envolvem entrega de obras e equipamentos, autorizações para recuperação de estrada e esgotamento sanitário.

Pela manhã, às 10h, Rui estará em Nova Viçosa, onde assina ordem de serviço para execução de obras de pavimentação da rodovia BA-697, no trecho que liga o entroncamento da BR-418 a Cândido Mariano. Em seguida, o governador autoriza a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) a celebrar convênio no âmbito do Projeto Bahia Produtiva e entrega um trator agrícola e duas caminhonetes para a Polícia Militar de Nova Viçosa e Mucuri.

À tarde, às 15h30, já em Teixeira de Freitas, Rui inaugura obras no bairro Recanto do Lago, e o Centro Integrado de Comunicações (Cicom), situado no Batalhão da Polícia Militar. Depois, governador fará a entrega do Distrito Integrado de Segurança Pública – Disep, de porte médio, para abrigar os bombeiros.

O governador entrega ainda 17 viaturas para os municípios de Teixeira de Freitas, Belmonte, Porto Seguro, Alcobaça, Itamaraju, Medeiros Neto e Eunápolis.

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Caio Checon assume candidatura a deputado federal e apoia Zé Ronaldo para governar a Bahia

Ele se considera baiano com muito orgulho, apesar de ter nascido em Nova Venécia, cidade do norte do Espírito Santo. Ainda menino, aos 10 anos, acompanhando a família mudou-se para Eunápolis. O ano era 1979 e o comércio da madeira atraia os valentes trabalhadores capixabas. Ele e os irmãos foram criados no trabalho, no batente, como gostava de falar dos filhos o casal Nelson e Zulmira Checon.

Caio Checon
Caio Checon

O penúltimo dos irmãos, Caio, recém-casado com a itabunense Lígia, optou por morar em Teixeira de Freitas assumindo-a como sua cidade. Tinha pouco mais de 20 anos e, com ajuda da mulher, começou a carreira no comércio administrando o supermercado da família – o Ideal.

Para ele a vida era trabalho, trabalho, e cuidar da família – sua mulher e filhas. Política, apesar de trazer no sangue paterno a vontade de defender os mais necessitados, de bater de frente contra as mazelas da vida pública, jamais imaginou tornar-se candidato a qualquer cargo eletivo. Eis que em 2004 tudo mudou, com a candidatura do Padre Aparecido, de quem foi um dos principais esteios. Daí, para uma candidatura própria foi um pulo. Disputou o mandato de vereador e foi o único eleito da coligação. Na segunda legislatura se elegeu presidente da Câmara, onde deixou sua marca de bom gestor. Em 2008 foi candidato a vice-prefeito na chapa João Bosco e em 2012 ficou fora das campanhas, voltando somente em 2016, como candidato a prefeito, onde, mesmo enfrentando três outros fortes candidatos, conseguiu uma votação de quase 9 mil teixeirenses.

Caio, em família: Lívia, dona Zulmira e filhas.
Caio, em família: Lívia, dona Zulmira e filhas.

Na sua marcha batida vai disputar uma vaga à Câmara Federal, apoiando o pré-candidato da oposição Zé Ronaldo, com quem discute projetos para o extremo sul. Não esconde sua vontade de ser o verdadeiro representante desta região. Esconde menos ainda sua opinião sobre os que se dizem representantes dela atualmente. “Hoje não existe representantes da região, eles são representantes de si mesmos.”

Caio Checon
Caio Checon

Leia os bons momentos dessa descontraída e direta conversa na redação do Extremus21. Os questionamentos dos experientes Dilvan Coelho e Jonatas Jesus e as opiniões de Laila Vasconcelos facilitaram a construção desta entrevista. (Chico Vasconcellos)

extremus21 – Pra começo de conversa, essa candidatura a deputado federal é pra valer?

Caio Checon – Olhe bem, a gente já milita na política de uma certa forma. O grupo que me acompanhou na campanha de prefeito já havia pedido que eu saísse candidato. Eu vinha relutando, até por particularidades empresariais – eu não vivo da política -, na verdade eu resisti muito, mas eu tive um convite do candidato a governador Zé Ronaldo e de Bruno Reis, que está a frente desse projeto do Democratas, aí eu entendi, que tanto pra mim como candidato, como pra região seria uma boa.

E21 – Você vê chances concretas de sucesso, de vitória dessa candidatura?

CC – Eu não estou entrando como candidato somente pra pontuar, nem pra deixar meu nome pra 2020, como muitos pensam. Eu vou disputar com possibilidades de vitória. A gente sabe que é difícil vencer em qualquer cargo eletivo, mas dentro do que me foi proposto em Salvador, pelo que conversei com o presidente do meu partido, considerando as alianças, nós temos uma boa viabilidade de eleição. É lógico que a gente vai lutar para ter uma votação favorável aqui em Teixeira de Freitas.

E21 – Você não tem preocupação com esse chapão liderado pelas “estrelas” principais da coligação?

CC – Uma das coisas que me fez definir foi acreditar que não vai haver chapão. Os partidos menores têm um compromisso entre si de não aceitar o chapão. Quem tem mandato vai ficar na banda A e quem não tem fica na banda B. Dentro dessa proposta estou classificado como um dos possíveis eleitos na Bahia.

E21 – A pergunta que todo mundo quer saber: você vai fazer uma dobradinha com o vereador Jonathan Molar? Falam até no embate entre vocês dois contra a dupla deputado federal Uldurico Jr e o vice-prefeito Lucas Bocão. Procede?

CC – Nós tivemos um encontro do Solidariedade e o presidente do partido, Luciano Araujo, anunciou essa dobradinha. Mas, até agora, Molar não demonstra interesse de vir como candidato. É uma decisão dele, apesar do nome ainda estar na lista do Solidariedade como pré-candidato. Pra mim, Caio, fazer uma chapa com ele seria muito bom, seria um prazer porque ele é um vereador da nossa base, tem feito um grande trabalho em Teixeira de Freitas e eu acredito que o nosso grupo sairia muito mais fortalecido, porque seria uma campanha muito mais regionalizada. Mas tudo depende da decisão dele.

E21 – Você é candidato para defender os 13 ou os 21 municípios do extremo sul?

CC – Nossa campanha começa em Teixeira de Freitas. Meu mundo político é aqui, mas eu entendo que vou trabalhar em todos os 21 municípios. Eunápolis, por exemplo, onde morei por muitos anos, onde vive minha família, tenho uma irmã que militou na política, chegou a ser candidata a vice-prefeita, tenho referências, assim como em Porto Seguro. Agora, meu foco vai ser em Teixeira, nós estamos falando aí sobre um universo de mais de 100 mil eleitores. Pra quem não acredita em uma eleição de federal aqui dentro, eu discordo, é claro que nem toda população vai votar no Caio, mas posso representar bem o eleitorado daqui.

E21 – Pelo que estamos entendendo o grande embate no plano federal vai ser entre você e o deputado Uldurico Jr. é isso?

CC – Ele é o deputado eleito. Aí vem a comparação pelo que ele representou, o que ele foi para o nosso município, se realmente ele é daqui, falam que ele é de Porto Seguro. Ele tem que mostrar a identidade dele para saber de onde ele é. Como deputado ele vai ter que apresentar a conta do mandato. O Caio representa a esperança de um mandato melhor.

E21 – Então esse é o comparativo que você vai trabalhar na campanha?

CC – Na comparação, sim. Ele não pode falar de promessa. A partir do momento em que você tem um mandato, você tem que falar do seu passado, do que construiu dentro dele. Mas o que me motiva com essa candidatura é ver o extremo sul sem representação. Acho que não é só Teixeira, a gente deve reunir com Eunápolis, Porto Seguro, para fortalecer a região. Hoje não existe representantes da região, eles são representantes de si mesmos. Você não vê uma voz altiva em nossa defesa.

E21 – Todas as regiões da Bahia já deram governador, vice, senador. O extremo sul nunca esteve na linha de frente da política estadual. Pra você existe uma razão que pode ser apontada?

CC – Eu acho que são os interesses. Eles não se preocupam com as questões da região, problemas da educação, saúde, violência. Eunápolis teve um assalto de padrões nacional, Teixeira está vivendo tempos de terror, estão matando nas ruas principais, em restaurantes centrais, não desmerecendo os bairros mais populares. A criminalidade aqui perdeu o medo de tudo. E cadê a voz que grita, quem é que nós representa?

E21 – Então você quer ser essa voz do extremo sul?

CC – Acredito que posso ser essa voz. Estou em pré-campanha desde que saí de Salvador. Passei por Itabuna, por Eunápolis, procurando construir uma aliança regional pra fortalecer o extremo sul. Coisas que cobrei do pré-candidato Zé Ronaldo, de Bruno Reis: nós não estamos aqui só pra ser candidato. Queremos ser a voz do extremo sul da Bahia.

E21 – Independente do vereador Molar, você está buscando os candidatos a estadual para fazer dobradinha aqui na região?

CC – Em Eunápolis estou conversando com a pré-candidata Cordélia, que também está na base de Zé Ronaldo. Nós podemos fazer essa união entre os dois municípios. Eu veja uma carência muito grande de um trabalho conjunto. Cadê as estradas desse extremo sul? Há poucos dias eu vi um representante do secretário de segurança, numa audiência pública, falar que vai mandar quatro viaturas para Teixeira. É brincadeira! Quando eu era presidente da Câmara de Vereadores, compramos e doamos quatro viaturas, só com a economia das despesas do Poder Legislativo. Como é que o Governo vem falar em três ou quatro viaturas?

E21 – Qual foi o diferencial da sua administração da Câmara?

CC – Fiz isso com um orçamento pequeno, se comparado aos dias atuais. Cada gestão é uma gestão. Quem está à frente de uma empresa, de uma câmara, de uma prefeitura, deve olhar e trabalhar com as necessidades. E o que era prioridade pra mim: ter uma Câmara bonita, bem equipada? Lógico que você precisa ter recursos para facilitar o trabalho dos vereadores. Nossa gestão foi muito enxuta, não tem porque contratar se eu não preciso. A gente não teve inchaço, não teve contratação sem necessidade, não teve barganha pra ser presidente. Com isso devolvemos recursos para viatura, como falei, para o prédio da UFSB.

E21 – Como você vê a atual administração de Teixeira de Freitas?

CC – Eu vejo como uma administração deficiente na parte da gestão. Um governo muito centralizado na pessoa do próprio prefeito. É o que escuto de secretários, de funcionários, o que a gente enxerga na cidade. É um tipo de reinado que não cabe mais na gestão pública. Há uns dias estive na Prefeitura para tratar de uma guia de vigilância sanitária. O funcionário mandou que eu voltasse no final do mês porque ele só pode imprimir o documento nesta data. É inadmissível, eu querendo pagar e a burocracia não permitia. Além da iluminação pública está precária, a saúde deficiente, morrendo pessoas no hospital, a segurança pública capenga, que foi um dos pleitos da campanha, falou-se na volta do batalhão, o reordenamento escolar sem planejamento, a gente vê um prefeito que não chama a responsabilidade pra ele. A segurança é responsabilidade do Estado, mas uma boa iluminação, uma boa educação, ajudam. Falta diálogo. Eu sempre falo com as pessoas: se o Caio for prefeito, se  for deputado, ele vai continuar o mesmo.

E21 – Fale mais da falta de diálogo que você afirma existir na atual administração de Teixeira?

CC – Vou explicar: o sujeito vai pra campanha, come no prato de um pobre, chupa um picolé de um desdentado, depois de eleito esquece de atender esse mesmo povo. Eu vejo hoje em Teixeira um prefeito invisível. Ouço essas reclamações de pessoas bem próximas.

 

E21 – Como é que você explica o preço da passagem de ônibus entre Teixeira e Macaé, no Rio de Janeiro ser quase a metade do preço entre Teixeira e Salvador, com distâncias equivalentes e veículos exatamente iguais? Isso não ajuda a distanciar nossa capital da nossa região? Isso não é tema para mandato de deputado, seja estadual ou federal?

CC – É como já disse, tem deputados que são eleitos para defender os interesses das empresas deles, ou negócios ligados a eles, onde ganham por isso. Eles não se elegem para defender os interesses do povo. Dizem que essas empresas dificultam até o voo para Salvador e Vitória. Eu viajo sempre de Vitória para São Paulo e pago menos do que um ônibus daqui pra Salvador. Eu garanto que vou lutar contra esse monopólio do transporte na nossa região.

E21 – Pelo que entendemos, você vai ser um dos mais importantes representantes da campanha do pré-candidato Zé Ronaldo. Por que votar nele para Governador da Bahia?

CC – Ele é desconhecido, lógico. Eu enfrentei isso também na eleição municipal. Quando eu fui convidado para ir a Salvador conversar com Zé Ronaldo, a primeira coisa que fiz foi procurar um amigo que trabalha na Prefeitura de Feira para saber quem era Zé Ronaldo, como é que ele é. E ouvi que ele é uma pessoa boa de relacionamento, tranquila, simpática e melhor do que tudo isso: é um excelente gestor. Com isso fiquei mais entusiasmado. Conheci pessoalmente, vi que tem um currículo invejável, um cara que começou como vereador, depois deputado estadual, deputado federal, quatro vezes prefeito de Feira de Santana, eleito sempre no primeiro turno, com uma média de 70% dos votos. A gente entende que o cara está preparado para governar a Bahia. Tudo isso sem uma mancha de corrupção em seu nome. É difícil hoje.

E21 – Diga uma coisa que mais lhe tocou na proposta de Governo do candidato dos Democratas?

CC – A proposta dele que mais me seduziu foi a criação de descentralizar o Estado, criando as sub governadorias. Provavelmente o sul e o extremo sul vão ter uma sub governadoria, como vai acontecer em outras regiões. Quem vive aqui sabe a dificuldade que é tratar alguma coisa no Governo do Estado.

E21– Já que você pretende ir para Brasília como deputado federal, já escolheu seu candidato a presidente?

CC – Pra ser sincero com vocês eu ainda não tenho o meu candidato. Por mais que admire algumas coisas do Bolsonaro, que goste de muitas coisas do Alckmin, do próprio Álvaro Dias, vem aí o empresário da Riachuelo. Pra mim tá cedo para definir isso aí.

E21 – Por suas palavras acima você não tem candidato mas já escolheu o seu lado, confere?

CC – Olha, eu já votei em Lula, e não me arrependo, acho que ele foi uma grande mudança para o país, mas penso que ele não tinha o direito de fazer o que fez, de criar um quartel partidário no país. Esse negócio de dizer que não foi ele, foi outro que fez, o gestor era ele, o responsável pela administração do Brasil. Eu, como eleitor, não dei a permissão para ele acomodar esses ratos que sempre surrupiaram o país. Eu não me sinto no direito de acompanhar mais esse projeto. Sou contra esse tipo de política do rouba mais faz.

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Jonathan Molar: Teixeira tem uma pluralidade muito forte, mas precisa construir a sua identidade

Fotomontagem: Extremus21

Os especialistas, pesquisadores e curiosos do universo político de Teixeira de Freitas, vivem em busca de explicações mais claras sobre um ponto fora da curva que espontaneamente aparece em todas as pesquisas para as eleições deste ano, Jonathan Molar. Um sobrenome sem muita tradição no extremo sul, mas, que de uma hora para outra é conhecido e falado em todos cantos da cidade. Para compreender melhor é preciso voltar no tempo, saber de onde veio essa semente portuguesa, plantada no italianíssimo bairro da Mooca, e regada no Belenzinho, em São Paulo.

É uma história pra ser contada pelo representante comercial Jone e pela professora Tânia, casal que desde cedo se preocupava e se encantava com a rapidez como as coisas aconteciam para seu primeiro filho, que velozmente concluiu o primeiro e segundo grau nas escolas do bairro e aos 16 anos entrou na Universidade Estadual do Paraná, em Ponta Grossa. Como tudo para este adolescente acontecia na “velocidade da luz”, ainda muito jovem concluiu os cursos de História e Direito, fez mestrado e aos 26 anos doutorado, já em Curitiba, na Universidade Federal.

Enquanto concluía os dois cursos de graduação, achou que devia ajudar os mais carentes a entrar na universidade pública. Com o apoio de colegas e da igreja católica, que cedeu um salão, criou um cursinho pré-vestibular gratuito, que acaba de completar 10 anos de vida. O Cursinho Imaculada Conceição, homenagem à padroeira, já ajudou na aprovação de mais de 2 mil universitários paranaenses.

Depois de tanto estudo, compreendeu que precisava trabalhar para se manter e ajudar sua pequena e simples família –  pai, mãe e uma irmã mais nova. Saiu à luta: disputou o concurso para professor de história na Universidade do Estado da Bahia. Aprovado, não esperou o dia de defender a tese de doutorado em Curitiba, e no início de 2011 se apresentou na Uneb, em Teixeira de Freitas. Chegou, gostou, trabalhou e três anos depois trouxe toda família para cidade que escolheu para viver.

Para conhecer e entender a história desse docente (ensina História na Uneb e Direito na Pitágoras), e hoje vereador combativo da Câmara Municipal, o extremus21 convidou o experiente conhecedor da vida da cidade, o editor do Foco no Poder, Dilvan Coelho e o publicitário Manoel Vasconcelos, também responsável pelas fotos. Jonathan Molar chegou na hora marcada, acompanhado do assessor Jonatas Jesus.

Esta é a primeira de muitas entrevistas que, semanalmente faremos aqui na nossa redação. Leia os melhores momentos de mais de uma hora de conversa.

(Chico Vasconcellos)

 

Foto: Manoel Vasconcelos/ Extremus21

 extremus21 O que fez você, um paulistano da Mooca, criado no Belenzinho, graduado, mestre e doutor no Paraná, entrar na política de Teixeira, já disputando uma cadeira na Câmara?     

Jonathan Molar – Vamos por parte, vou chegar na sua pergunta. Primeiro porque a mudança do Paraná para a Bahia tem a ver comigo, porque gosto de conhecer outras culturas. Não tenho a ideia que você precisa, necessariamente, nascer e morrer naquele lugar. O Brasil é grande, todos os Estados pertencem ao Brasil, e eu sempre achei interessante a cultura baiana, mesmo não conhecendo profundamente. Pela minha formação na área da História você aprende a respeitar e querer entender para conhecer. Eu já estava há alguns anos querendo sair do sul. Meu eixo sempre foi o Sudeste e o sul, cheguei a morar na Argentina, fazendo crédito de doutorado, voltei para Curitiba. Surgiu um concurso pra a Universidade do Maranhão, mas São Luís era muito longe e era pra uma vaga para mais de vinte candidatos. Uma semana depois saiu um concurso para a Bahia e a área que eu queria era pra Teixeira de Freitas. Passei e vim, mas com um pensamento claro se eu não gostasse voltaria e faria outro concurso no Sudeste, se gostasse tocaria a vida.

e21 E como foram os primeiros dias da sua chegada?

JM – Como sempre o primeiro ano foi de adaptação, mas logo percebi que 75 a 80% das pessoas que moram em Teixeira não são teixeirenses: são mineiros, paulistas, capixabas, pernambucanos, baianos de outras cidades.  É por isso que muita gente fala que Teixeira não é Bahia. Pra mim é uma cidade que está construindo sua identidade. Você está tendo agora uma geração de teixeirense, uma molecada de 12, 14, 18 anos. Na sala de aula quando pergunto quem é teixeirense, levanta a mão os mais jovens, os da minha idade vieram de algum outro lugar. Me chamou muito atenção que as pessoas não nasciam em Teixeira, adotam Teixeira e Teixeira adotava eles. Isso me ajudou muito na adaptação. Se por um lado a cidade não tem uma identidade baiana, ela ganha com a pluralidade interessante. Você pega a cultura mineira, a paulista, a capixaba, a carioca, a própria cultura baiana.

e21 – Então você acha que Teixeira precisa criar a sua própria identidade?

JM – Acho interessante. Teixeira precisa criar uma identidade, mas não uma identidade fixa, uma identidade flexível, que consiga lidar com as diferenças. Como disse, logo no primeiro ano achei uma cidade com muita oportunidade em desenvolvimento, tanto pra cidade, como para as pessoas que estavam chegando. Na Uneb mesmo, hoje uma grande parte dos professores não são baianos, são de outros estados, chegam, gostam e fixam residência por aqui. Hoje meus pais, minha irmã e meu cunhado moram em Teixeira, meu filho é teixeirense, minha esposa é de Caravelas. Eu criei vínculos, criei raízes.

e21 O que a gente sabe é que você, logo que chegou, paralelo ao ensino começou a fazer projetos sociais aqui em Teixeira. Já passava por sua cabeça entrar na política propriamente dita?

JM – Eu faço projeto social há 10 anos. O primeiro que fiz foi com dois colegas – eu formando em História, um da Geografia e um da Biologia. Montamos um cursinho pré-vestibular gratuito. Naquela época, quem tinha condição pagava um bom cursinho e tinha mais chance num curso de Direito, Engenharia, etc. Eu, sou católico e frequentava a paróquia e vi que tinha uma sala com cadeira, lousa e estava fechada. Pedimos ao padre Zezinho a sala para montar o curso, acredito que ele não levou fé, mas cedeu. Começamos com 40 alunos e 7 professores voluntários. Esse ano fui lá nas comemorações dos 10 anos. O colega da Geografia (Rodrigo) continua coordenando. O cursinho tem 300 alunos e 55 professores voluntários. Ele aprova mais do que os cursinhos particulares da cidade. Foi um sonho, hoje uma realidade. O nome é Cursinho Pré-Vestibular Imaculada Conceição.

e21 Bom, sabemos como foi o começo da sua história com projeto sociais no Paraná, vamos tentar entender como ela se fez em Teixeira…

JM – Nos dois primeiros anos de Bahia, fui entender a cidade para tentar fazer trabalho social. Era outra realidade, jeito e infraestrutura diferentes. Primeiro precisava conhecer. Meus alunos falavam, mas fui com eles conhecer bairros como São Lourenço, Liberdade, Tancredo. Começamos com cinema para as comunidades, usando o auditório da Uneb. Passávamos filmes e depois debatíamos. Depois comecei a fazer projetos de extensão dentro da universidade. Os alunos queriam trabalhar dentro das comunidades, se envolver mais e me envolvi junto.

e21 Esses projetos são interessantes, mas não eram meio assistencialistas? O que acha do assistencialismo nos projetos sociais?

JM – Eu acho que o assistencialismo é bacana, mas entendo que ele deixa a pessoa sempre dependente de você. Não vejo isso como positivo. Nós fazemos algumas ações assistenciais, mas eu gosto muito de trabalhar no polo formativo. Há 3 ou 4 anos criamos um projeto chamado cozinha solidária, nós capacitávamos mulheres na área da culinária básica – marmitas, salgados, doces pra festas. Depois, em parceria com a Uninter, criamos cursos de quatro e seis meses, para preparar jovens ao primeiro emprego. Já capacitamos mais de 500 jovens para o mercado.

 

Foto: Manoel Vasconcelos/ Extremus21

e21 Nesse momento você já pensava em entrar na política, se candidatar à Câmara, ser prefeito…

JM – Peraí, vou responder a sua pergunta. O que me levou a ir para política… Eu sempre fui politizado, mas nunca fui político partidário. Nunca fui filiado a partido nenhum; até por entender, com raras exceções, que partido político no Brasil tem dificuldade muito grande. Já se foi o tempo que partido no Brasil tinha uma identidade ideológica. Tem muita interferência econômica, política e homogeneidade ideológica é muito difícil. Sempre tive um pé atrás com partidos. Quando você começa a fazer projetos sociais não percebe que eles não têm apoio do Estado – isso não é só aqui, é em Ponta Grossa também.

e21 – Eles têm medo do surgimento de novas lideranças a partir desses projetos.

JM – E tem uma questão, quando você faz projeto social sério não tem 10%, não tem acordo com ninguém. O Estado brasileiro nasceu com a base na corrupção. Aí você começa a observar que quem te ajuda é sociedade civil, um empresário, um pequeno e médio comerciante, alguém do povo. Mas você não faz mais porque não tem apoio do Estado, o grande fomentador de projetos sociais.  Eu cito dezenas deles que nâo tem nenhum apoio do poder público. Isso começou a me incomodar.

E21 Sim, estamos curiosos, como foi que acendeu a luzinha da política partidária?

JM – Eu estava dando uma aula na Uneb, falando de política de um modo geral, lascando pau na corrupção, nos esquemas, essa coisa já enraizada no Brasil. No final da aula, uma aluna levantou e perguntou: professor, por que o senhor nunca se candidatou a nada? Eu respondi que tinha sérias resistências a partido político, etc. Em cima da minha explicação ela cobrou: o senhor fala tanto de política, gosta tanto de política, será que não está na hora de dar a cara à tapa? Aquilo mexeu comigo. Uma coisa é falar da política, dos políticos de fora, outra coisa é tornar-se vidraça. Daí foi surgindo esse interesse por candidatura, mas evitando misturar com os projetos sociais. Fiz um pacto comigo mesmo que ganhando ou perdendo os projetos continuariam do mesmo jeito. Claro que não sou ingênuo de negar que eles nos ajudam.

e21 – Usando suas palavras, os projetos sociais foram importantes na sua eleição.

JM – A população hoje, ainda bem, não vota mais porque lhe conhece, ela quer saber se você tem trabalho prestado, o que faz pela cidade. Já foi o tempo que só o nome elegia.

e21 Pela ordem dos mais votados, qual a sua classificação?

JM – Fui o vigésimo, com a proporcionalidade passei para o 16° lugar. Valcir foi o primeiro do meu partido e eu fui o segundo. Quando é que surge a questão partidária… Faltando uns 35 dias para o fim das filiações encontrei o Valcir na cantina da Uneb (não o conhecia bem, não era seu amigo), sabia que era uma pessoa que todos falavam bem, tem uma história longa na cidade. Ele foi direto e me perguntou se eu não tinha interesse em candidatura. Respondi que nos últimos seis meses tenho pensado nisso, considerando a falta de apoio aos projetos sociais, considerando o momento político do país… e questionei  o motivo da pergunta. Ele foi claro e disse que já tinha sido candidato, que estava no partido Solidariedade e que o presidente do municipal, Caio, ia ser candidato a prefeito.

 

Foto: Manoel Vasconcelos/ Extremus21

 e21 E o próximo passo?

 JM – Bom, falei que não conhecia Caio pessoalmente, conhecia o prefeito João, de ouvir falar, porque era prefeito e ouvia muito falar do Temóteo, uma lenda, a gente admite isso. E veio a pergunta: você topa conversar com Caio? Uma semana depois estava conversando com ele, ouvindo suas propostas para a cidade. Muitas delas tinham a ver com o que pensava. Foi aí que me filiei, sem saber se seria candidato.

e21 Você não foi chamado para ser candidato por outro partido?

JM – Não, até porque eu não tinha militância no meio político. Foi tudo muito novo, muito rápido. E decidi encarar.

e21 Vamos pular a campanha e chegar nos dias do seu mandato de vereador. Como é que você está enxergando o papel da Câmara a atuação dos seus novos colegas? Era o que você esperava?

JM – Eu entrei na política sabendo, não foi de maneira ingênua, sabia que ia encontrar muitas pedras no caminho para fazer a política que eu queria fazer. Devo muito aos meus alunos, devo muito às pessoas que me confiaram o voto e você sabem o quanto é difícil fazer a pessoa acreditar em você e se fazer representado pelo voto. Eu não prometi nada, porque sabia que não podia prometer o que você não tem condições de cumprir. Eu tinha consciência que órgão legislativo é colegiado – eu podia até querer fazer, mas se outros não quisessem…

 

e21 Explique melhor.

JM – O cenário de Teixeira não é diferente do resto do país. É histórico. Criou-se os três poderes – o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. A ideia é que eles se fiscalizem entre si: pesos e contra freio. Quando há uma relação de apadrinhamento, quando é mais forte o diálogo familiar você perde o caráter fiscalizatório, é uma dificuldade.

e21 Como é formada a composição da Câmara? Quantos da chamada base do Governo e quantos vereadores são oposição?

JM – Pelo que é sabido a maioria defende o Governo. Eu tenho conseguido dialogar com eles dependendo da questão, do apoio a algum projeto, etc. Há limites diferentes, alguns estão mais comprometidos com a base, outros nem tanto. Sei a quem devo procurar para ajudar em tal projeto, as vezes esse que apoiou nesse projeto é contra em outro. E assim vai. Uma coisa que nunca me furtei foi abrir diálogo, sempre dialoguei com todos. Eu sempre prezo a minha posição. Não sou oposição, sou independente. Se eu acho que acertou, uso a tribuna e elogio, se eu acho que errou, volto à tribuna e critico, sempre propondo novas possibilidades. Criticar por criticar não resolve.

e21Dê um exemplo.

JM – Quando a Prefeitura fez o Domingo de Lazer, alí na Getúlio Vargas, eu fui o primeiro a subir na tribuna e parabenizar o secretário de Esportes, o prefeito, a equipe, porque Teixeira não tem área de lazer, teria uma alternativa, mesmo improvisada. Quando o Departamento de Cultura levou os cursos de teatro, balé, música para os bairros, fui o primeiro a dar parabéns ao diretor e ao secretário de Educação. Entretanto, eu não posso me fingir de cego para não criticar os problemas da saúde pública, do reordenamento escolar.

e21 – Na sua visão, qual é o principal calo, ou os principais da administração?

JM – Na minha visão?

e21 Claro…

JM – O principal problema é a saúde, que já vem se arrastando há mais de ano. Na verdade, o problema já vem desde o final 2016, mais vem se arrastando em 2017 e 2018, vamos ser sinceros. A Educação se torna um problema mais drástico, mais latente. Não sou contra reordenar, até porque a Prefeitura tem de sair do aluguel, mas não da maneira que se pretende reordenar, rápida, em três meses. Não existe condições orçamentária, nem planejamento.

e21 – É incompetência do povo responsável, má vontade?…

JM – Acho que faltou planejamento. Tentou se cortar um recurso muito rápido, que na minha leitura podia ter sido cortado antes. Vou te dar um exemplo: Eu não sou contra festa, gosto e vou, mas se você vive um momento de crise dentro do orçamento municipal, cortando 500 ou 600 mil dos aluguéis da escolas em nome da economia, como é que pode gastar quase 700 mil em atividades festivas, sem discriminação de cada uma? Eu disse para o secretário Hermon, mesmo sabendo que ele recebe ordens de cima pra baixo, por que ele não usa o ano de 2018 para fazer essa transição de maneira suave? E continuei: quantas escolas vocês pretendem construir? Ele respondeu três ou quatro. Eu disse, então é simples: construa uma a uma, passe os alunos para os prédios próprios. Em dois ou três anos tá tudo resolvido. Não tente fazer isso em dois ou três meses. Tentou recuperar as escolas às pressas, e o resultado todo mundo sabe. Teve escola que está cobrindo há dias atrás, outras sem carteiras, etc.

e21 – Isso não é só falta de planejamento, alguma coisa tá errada.

JM – É falta de planejamento e mau uso dos recursos públicos.

E21 Mudando um pouco do assunto, para não misturar as instalações. A última pesquisa Datafolha aponta a corrupção como o principal problema brasileiro, passando na frente do desemprego, saúde e educação. Qual é a sua opinião sobre esse cenário?

JMMeus pais não queriam que eu me candidatasse (Jonathan você é doido! Nâo se meta nisso. Você é professor efetivo na Uneb, tem mestrado, doutorado, é advogado. Você pode fazer um concurso da magistratura.). Eu expliquei esse passo-a-passo. Eles não queriam porque tinham medo, insegurança, porque no Brasil política é sinônimo de corrupção, de ódio, de baixeza agressiva do ponto de vista pessoal. Então eu fiz um compromisso com eles e com quem estava me seguindo, que, fosse quem fosse o prefeito eu seria independente.

e21O jeito Temóteo de ser, de governar não ajuda na sua independência?

JM – Não é porque é Temóteo. Se fosse João, se fosse Marta, se fosse Caio. Quantas e quantas vezes eu discuti ideologicamente com o Caio! Ele pensa uma coisa e eu penso outra. É natural.

e21Você, como vereador, tem acompanhado de perto a atual administração?

 JM – Quando comecei o mandato eu fui até o secretário de Saúde, o Archangelo, meu amigo pessoal, e apresentei o meu relatório da saúde, dizendo, passe para o prefeito. Eu visitei o Hospital Regional, UPA, UMMI, 12 postos de saúde e fiquei muito assustado com o que vi. Pessoas morrendo por falta de um ventilador, apesar da boa vontade dos funcionários, que faziam o possível e o impossível.

e21 – E esse relatório chegou nas mãos do prefeito?

JM – Acredito que sim, imagino. E disse: aqui uma cópia pra você. Se não tomar providências vou fazer denúncias no Ministério Público e vou levar para Câmara. Aguardamos algumas semanas e não vi nada. Voltei lá e os serviços estavam do mesmo jeito.

e21 Foi na época que ele não quis lhe receber?

JM – Foi um pouco antes disso. Ele ficou muito chateado comigo por causa disso. Ele entendeu, ou entenderam e ficavam sussurrando no ouvido dele que eu estava fazendo isso porque era contra ele. Eu não sou contra ninguém. É lógico que tenho diferenças ideológicas, mas não sou contra pessoas. Nem conheço ele bem pra isso. O que é que fiz, levei para o Ministério Público, levei para Câmara. Sobre o reordenamento escolar fiz a mesma coisa.

e21 Ministério Público Federal ou Estadual?

JM –Os dois. Tem verbas do Estado e da União. Eu levei em abril cinco processos administrativos pedindo que a Prefeitura se explique sobre as denúncias que fiz. Sei que as coisas no Brasil demoram um pouco. Eu não entrei na política para ter enriquecimento próprio. Mesmo sendo legal, achei o 13° para os vereadores imoral. Votei contra. Quando saiu peguei todo o valor e distribuir para entidades sociais.

e21 – Como vereador como você pode ajudar extirpar a corrupção que hoje assola o país?

JM – Da minha parte pautei meu mandato em duas diretrizes. A primeira priorizando projetos coletivos, como a redução da taxa da Embasa, e a publicação na internet a lista de pessoas que estão na fila para cirurgias, evitando que apadrinhados entrem na frente. Segundo ponto um combate à corrupção, denunciando qualquer situação que surja na minha frente, mesmo sabendo que como vereador não posso fazer muito.

e21 Vamos direto: nas eleições deste ano você vai ser candidato a deputado – federal ou estadual?

JM – Olha se meu nome está nas ruas, simplesmente porque faço o que meu cargo exige. Veja bem: em torno de 50% dos projetos da Câmara foram de minha autoria, dos aprovados, metade também nasceram no meu gabinete. Não estou criticando meus colegas, apenas digo que eu legislo, eu fiscalizo. Noventa por cento das denúncias do Ministério Público, da Defensoria Pública são de minha autoria.

e21 Você não respondeu, você é candidato a deputado federal ou estadual?

JM – Eu te digo, hoje não sou nem federal, bem estadual. Eu tenho que passar por dois processos. Um dentro do partido e o outro é o de aceitação popular. Se o povo deseja uma candidatura diferente, eu me coloco, sem dúvida nenhuma.

Mas o meu partido tem o vereador Valci e Caio, que se coloca como candidato a deputado federal.

e21 Você tem conhecimento de alguma pesquisa?

JM – Eu soube de algumas que em alguns cenários a gente pontua. Mas o negócio começa a esquentar agora. Uma coisa é -população. E eu faço parte de um grupo político que devo respeitar a tomada de decisão.

e21 Na sua cabeça que será o futuro presidente da República?

JM – Pergunta difícil. Se você tivesse me perguntado em qual deles eu votaria, repondo que não tenho esse candidato com 100% de certeza. Tenho uma candidatura que me agrada, pela postura, que é a do Joaquim Barbosa. Extremismo na política, seja pra lá ou pra cá, me causa um pouco de medo. Joaquim é um candidato interessante.

e21 Voltando para o debate da construção da identidade teixeirense. Existe algum movimento social, empresarial, que atrapalha esse processo?

JM – Teixeira tem famílias tradicionais que ainda tomam conta da cidade por 35 40 anos. Não só no sentido político, mas no fazer a cidade. Não sou contra isso, mas o conservadorismo desse tomar de conta não permite que a cidade consiga se renovar, se reconstruir na sua identidade.

  e21 Se você fosse prefeito da cidade o que faria para construir essa identidade teixeirense?

JM – Eu investiria em Cultura. Ela é a base de tudo. A Cultura é importante para construir uma identidade. Investiria na Área Social. Teixeira é uma cidade muito migratória. As pessoas chegam, saem, alguns voltam. Ainda existe esse movimento de idas e vindas. É como eu disse anteriormente, o pai não é de Teixeira, mas o filho é. Eu não sou de Teixeira, mas meu filho é teixeirense. Ele vai ser sempre teixeirense. Você consegue construir identidade por dois modos: pelo lugar onde você nasce, ou pelo lugar onde você mora.

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De volta à Prefeitura, Robério faz primeiro pronunciamento

Robério fala pela primeira vez depois de voltar ao cargo

Robério Oliveira (PSD), prefeito de Eunápolis, concedeu sua primeira entrevista depois do seu retorno ao cargo. Ele foi entrevistado na tarde desta quinta-feira, 05, pelo radialista J. Bastos, na Rádio Ativa FM. Em sua fala, ele analisou que os cinco “meses de deserto” por que passou lhe trouxe novas visões acerca do cenário político.

Robério esteve ao lado do deputado federal Ronaldo Carletto (PP), da esposa Cláudia Oliveira (PSD), prefeita de Porto Seguro, a filha Larissa Oliveira, secretária de assistência social em Eunápolis.

Robério, que voltava de Brasília, considera que o resultado unânime do recurso que o reconduziu ao cargo, é suficiente para responder ao público e esclarecer sua conduta. Ele acredita que “A questão de adversários que  atacam, usam de calúnia, isso eu já sei que não influencia mais a população”. Ele acredita que os resultados de seus trabalhos são sua principal defesa. “Meus serviços prestados são mais forte do que tudo”.

Pensando no seu retorno à Prefeitura, ele planeja fazer um decreto de exoneração para quem tomou posse durante os cinco meses em que esteve afastado, “depois vamos reorganizar tudo”. Segundo ele, sua experiência lhe deixa confiante em fazer as mudanças que julga necessárias, sem que o município sofra com isso: “a população já me conhece e eu tenho confiança no meu trabalho”.

Outra providência que Robério deverá tomar, é uma verificação completa, pois, diz ele, há cinco meses, quando o Tribunal Regional o afastou, havia em caixa R$ 20 milhões, pacotes de obra e outros projetos. “Preciso verificar para depois falar”.

Robério, assim como sua esposa Cláudia e o irmão dela, Agnelo (PSD),prefeito de Santa Cruz Cabrália, foram afastados depois da Operação Fraternos da Polícia Federal, em 7 de novembro de 2017, e retornaram aos cargos na quarta-feira ,4, depois de decisão unânime do do TRF1.

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Mais amor, mais abraços e mais de 630 voluntários já inscritos

Mais Amor

Se amor é sentimento que não se mede, o número de voluntários do “Mais Amor”, já ultrapassa a marca dos 630.  O evento promovido pelo Projeto Amar e Instituto Multiforme distribui abraços semáforos e praças afora em Teixeira de Freitas. Diante do sucesso, já está disponível o quarto lote de camisas. O dia D para amar e abraçar será em 14 de abril, sábado, a partir das 8 horas.

Os participantes irão se concentrar na Praça da Bíblia. De acordo com Breno Rebouças, coordenador do Projeto Amar, no ano passado, na primeira edição, 300 voluntários participaram. Já é possível ver a intervenção dos jovens envolvidos com a causa em eventos e da cidade, como as faculdades, por exemplo. O grupo participou também da Caminhada Pela Paz .

O dia dedicado aos abraços é levado muito a sério por essa equipe, que conta com o Master Coach Fraz Castro que passa orientações de como abordar e abraçar as pessoas. “Coração com coração, 40 segundos e até os batimentos cardíacos se harmonizam”, explicou ele.

As camisetas estão sendo vendidas no Shopping Pátio Mix e no Subway, e custam apenas 30 reais. Mesmo que você não seja um voluntário, pode adquirir as camisas e ajudar os projetos sociais envolvidos. Além dessa ação social, os projetos fazem a diferença na cidade promovendo qualidade de vida e a dignidade humana. As inscrições dos voluntários são gratuitas.

Quem tem interesse, deve acessar o site www.maisamortx.com.br, se inscrever em apenas uma equipe e distribuir amor. Todas as pessoas, de qualquer idade, podem participar. O pré-requisito é apenas querer fazer a diferença na vida de alguém e transformar o mundo com bons sentimentos. Os voluntários podem acompanhar a programação pelo site e devem ficar atentos ao início do Mais Amor com a decoração da Praça e o café da manhã, a partir das 6h30min, e, ao final do evento, com a limpeza da Praça e encerramento a partir das 12 horas.

 

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Hoje à noite tem lançamento de livro e autógrafos em Teixeira de Freitas

Foto reprodução do Facebook

A agenda noturna de Teixeira de Freitas nesta quarta-feira, 28, está cultural. Os membros da Academia Teixeirense de Letras (ATL) e professores acadêmicos Celso Kallarrari e Valci Vieira estarão em noite de autógrafos no Campus X da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), a partir das 19 horas. Kallarrari traz a obra “A menina que comia queijo”, Valci lança  “Tragicidade nas poéticas de Cesário Verde e Cruz e Sousa”.

A menina que comia queijo é da ZL Editora e tem como protagonista Sarah, que vem a ser filha do autor e que inspira essa deliciosa história contada no melhor estilo “a vida imita a arte”, conforme descrever o presidente da ATL, Almir Zarfeg.

A obra narra o dia em que a pequena Sarah, ainda na barriga de sua mãe, Helena, sente o gostinho do queijo e, depois de nascida, não para mais de gostar da iguaria.

Já “Tragicidade nas poéticas de Cesário Verde e Cruz e Sousa” é fruto da tese de doutorado de Valci Vieira e vem a público pela Pontes Editores. A obra propõe uma análise crítica comparativa de dois autores marcantes do final do século XIX, no Brasil e em Portugal, um simbolista e um realista.

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Ao saber da demissão da mulher, vereador acusa prefeito

Em plena Semana Santa o clima foi de tensão na Câmara Municipal de Eunápolis. É que o atual prefeito Fernando Baiôco (Podemos) exonerou a Secretária de Educação, Maurren Lacerda,  esposa do vereador Cherubino José (PRT). Irritado, ele resolveu tomar as dores da esposa na tribuna. O vereador fez denúncias contra o prefeito – empossado depois da Justiça afastar Robério Oliveira. Em sua fala, o vereador afirmou que Baiôco estaria usando licitações em seu próprio favor, inclusive na pasta da educação, “com compras de carteiras escolares”

O vereador denunciou, mas não apresentou as provas. Quanto ao caso das certeiras, ele contou que o prefeito teria acertado tudo com um empresário da cidade, para depois do pregão, haver repasse de porcentagens em cima do valor do contrato.

O prefeito, por sua vez, usou as redes sociais para emitir nota à imprensa, em que se defende e classifica a denúncia de falaciosa. Diz sequer existe uma licitação de carteiras em curso na Prefeitura, que está trabalhando “dentro da legalidade”.  Entre vereadores e populares, as opiniões se dividem. Há quem acredite na intenção e nas palavras de Cherubino, mas há quem diga que foi tudo fruto da emoção, da raiva pelo afastamento da agora ex-secretária.

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Religiosos a favor do ecumenismo criam Grupo de Vivências

Pr. Davi, Pe. Fabiano e Pe. Celso

No dia 14 de março de 2018, um grupo de religiosos cristãos de diferentes denominações reuniu-se, pela primeira vez, a convite do padre ortodoxo Celso Kallarrari, no auditório da UNEB, Campus X. Naquela oportunidade, definiu-se que o grupo seria chamado de “Grupo de Vivências Ecumênicas”, por ser formado por um conjunto de Igrejas Cristãs Tradicionais. Discutiu-se também ali sobre a realização no mês de maio da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – SOUC, organizado pela Igreja Católica Romana – ICAR, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia – ISOA e Igreja Evangélica de Confissão Luterana – IECLB, cuja temática é “A mão de Deus nos une e nos liberta” (Ex 15, 1-21). O grupo conta com a participação do padre Celso Kallarrari – ISOA, do Padre Fabiano – ICAR, do pastor Davi Haesi – IECLB e do pastor Oséias Santos da Primeira Igreja Batista de Teixeira de Freitas – PIBATEF. Estas Igrejas fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs – CONIC.

Oração de Norte a Sul

Neste ano, no hemisfério sul, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – SOUC acontecerá entre os dias 13 a 20 de maio. Ela é promovida pelo Conselho Pontífice para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), e acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios. De acordo com o CONIC, “No hemisfério Sul, por sua vez, as Igrejas geralmente celebram a Semana de Oração no período de Pentecostes (como foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem, em 1926), que também é um momento simbólico para a unidade da Igreja. No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) lidera e coordena as iniciativas para a celebração da Semana em diversos estados”.

No hemisfério norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) já aconteceu entre os dias 18 a 25 de janeiro. É importante lembrar que essas datas foram escolhidas por Paul Watson, em 1908, por conta do seu conteúdo simbólico, uma vez que é, justamente, nessa época que acontecem as festas de São Pedro e São Paulo.

Papa e Patriarca- encontro em Janeiro

O fortalecimento da união

             De acordo com o padre Celso, o convite para a Caminhada pela paz, convocada por Dom Jailton de Oliveira Lino, foi também um grande incentivo para o início de passos concretos rumo ao diálogo ecumênico. Do ponto de vista teológico, o ecumenismo é o diálogo entre cristãos que professam a mesma fé em Jesus, na Santíssima Trindade, no Mistério Pascal e na Redenção de Cristo, conforme o Novo Testamento. Nesse sentido, o grupo busca estimular a todos os cristãos, neste período ímpar de oração pela união, a oração em comum pela unidade cada vez mais plena, conforme o desejo de Jesus Cristo em João 17, 21, além de expressar o grau de comunhão já atingida pelas nossas respectivas Igrejas.

O intuito, segundo o Padre Celso, que teve a experiência de encontros ecumênicos em Goiânia, é de reunir e buscar viver a dimensão ecumênica “tão almejada pelos nossos líderes espirituais que desejam que nossas Igrejas busquem maior aproximação, desfazendo-se dos rancores e desentendimentos do passado”. Ele diz ainda, que é preciso derrubar os muros da inimizade que foram construídos, ao longo de milênios, pelos nossos pais. É esta, portanto, nossa missão, no mundo contemporâneo. “Precisamos fazer as pazes, unirmo-nos, fazer acontecer, de fato, a oração de Nosso Senhor Jesus Cristo, qual seja, “Que sejamos um”, mesmo na diversidade, ou melhor, respeitando a diversidade”. No evangelho de João, lembra ele, Jesus, sabendo dos perigos eminente dos cismas e rupturas, pediu ao pai em oração: “Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós” (Jo 17, 11b). Logo, “não estamos fazendo nada mais que buscar atender um desejo de Jesus, qual seja, que a sua Igreja volte a viver a unidade. Por que eu disse a sua Igreja? Porque, na verdade, Jesus criou apenas uma Igreja. Nós, por conta dos nossos desentendimentos e divisões, rompemos com a unidade adquirida de Cristo”. Desse modo, o religioso afirma que o diálogo ecumênico é um desejo de Jesus, a fim de que o mundo creia Nele.

Pe. Celso Kallarrari (foto: reprodução da internet)

Para o padre Fabiano, que já viveu a oportunidade de encontros ecumênicos no período do seminário, o Grupo de Vivências Ecumênicas busca fortalecer os laços sem, todavia, “deixar de sermos nós mesmos, ou seja, perdermos nossas identidades”. Nesse primeiro encontro, diz padre Fabiano, “percebi o desejo sincero de dialogarmos, rezarmos juntos, estarmos unidos num só coração, a fim de que a concretização da fraternidade em nós, de fato, aconteça”. Esta é a forma de “cumprirmos em nós o desejo de Jesus de “sermos um”. Muitas vezes, focamo-nos no pecado, no sentido de proibição, ou ligado à sexualidade, a afetividade. Lógico que é pecado. Entretanto, acredito que o maior pecado é o pecado contra a unidade, porque está fazendo um rasgão no tecido eclesial”, destaca ele, que completa: “então, estou muito feliz, verdadeiramente feliz por poder fazer parte de um grupo, onde é possível exercer, sem demagogias, práticas ecumênicas”.

Pe. Fabiano (foto: reprodução da internet)

De acordo com o Pastor Davi Haesi, “precisamos desenvolver e fortalecer em nós o diálogo fraterno. Que esses gestos se repitam em outros momentos e espaços, como sinal de respeito, unidade, fraternidade, tolerância e comunhão. Deus possa nos guiar em seus braços de misericórdia e bondade, conforme o texto de Romanos 8, 28 nos intrui: “Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem Ele chamou de acordo com o seu plano”.”

Pr Davi

De acordo com o pastor Oséias, da 1ª Igreja Batista de Teixeira de Freitas – PIBATEF, no contexto “em que vivemos, precisamos pensar sobre a religião dos brasileiros a partir de uma perspectiva dialética, ou seja, seria essa a melhor forma de entendermos as incidências provocadas pelas três fases da modernidade no Brasil”. Nesse sentido, “compreende-se o novo processo de reorganização das identidades religiosas, como uma forma de militar contra as exclusões e guerras entre as religiões, consolidando a porosidade religiosa”. Apesar disso, ele ressalva, “ao mesmo tempo em que se vê a metamorfose das antigas certezas, percebe-se que ainda há uma tendência pela volta ao fechamento, exclusividade e à exclusão”. Enfim, segue o pastor “essa é a nossa dialética problemática, manifestada no território brasileiro”. Por fim, ele pontua que “os tempos mudaram, o campo religioso brasileiro foi impelido a reorganizar-se, contribuindo para a falência do pseudo monolitismo religioso, abrindo espaço para a expansão do pluralismo, ou seja, para o diálogo ecumênico, para o encontro fraterno”.

Pr. Oseias Santos

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