Pesquisa urgente: Lula cai, e ainda lidera. Bolsonaro cresce

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a pesqusa CNT/MDA, divulgada nesta terça-feira (6), com 18,8% das intenções de voto espontânea. Este é o primeiro levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Transportes (CNT após a condenação do petista pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Em setembro, Lula tinha 20,2% da preferência dos eleitores na pesquisa espontânea

Em segundo lugar vem o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com 12,3% — em setembro ele tinha 10,9. O ex-governador do Ceará Ciro Gomes tem 1,7% das intenções de voto, seguido por Geraldo Alckmin (1,4%), Marina Silva (1,2%) e Michel Temer (0,4%).

Bolsonaro cresce e Lula cai
Pesquisa urgente: Lula cai, e ainda lidera. Bolsonaro cresce

Na pesquisa estimulada, em que os entrevistados devem escolher os candidatos apresentados, Lula lidera no único cenário em que foi colocado, com 34%. Jair Bolsonaro vem em segundo, com 16,8%. Completam a lista Marina Silva (7,8%), Geraldo Alckmin (6,4%), Ciro Gomes (4,3%), Álvaro Dias (3,3%), Fernando Collor (1,2%), Michel Temer (0,9%), Manuela D´Ávila (0,7%), Rodrigo Maia (0,6%). Brancos e nulos somam 18% e indecisos, 6,4%. Sem Lula, Bolsonaro lidera todos os outros cenários, seguido por Marina Silva.

(Conteúdo Veja)

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Neto diz que mergulhará em campanha a governador: ‘Vou lutar muito’

Foto: Rodrigo Aguiar / Bahia.ba

Durante lançamento do programa Pitch Salvador, nesta quinta-feira (1º), o prefeito ACM Neto repetiu que qualquer candidato escolhido pelo grupo de oposição será tratado como “plano A” e garantiu que, mesmo se estiver fora da eleição para governador, irá “mergulhar de cabeça” na disputa.

“Em nenhuma hipótese essa eleição vai ser de W.O. Ela será muito disputada. Eu vou mergulhar na campanha, seja com meu nome ou qualquer outro do grupo. Vou pra linha de frente. Vou lutar muito pra defender o nosso campo político”, disse, acrescentando que tomará uma decisão nos próximos “15 ou 20 dias”.

O democrata acusou o governador Rui Costa (PT) de “soberba”, pela declaração do petista de que os seus opositores não teriam voto para ganhar a eleição e levariam uma “balaiada” em Salvador.

O gestor municipal disse ainda que teve algumas conversas em Brasília essa semana sobre o pleito. “Será assim pelas próximas duas semanas”, pontuou. “Depois de tomar a decisão [de ser candidato], preciso validar ela”.

Questionado sobre a pressão de aliados para que decida pela candidatura, o democrata destacou que a decisão sairá fruto de muita conversa.

“Quem me conhece sabe que eu não sou um homem que me submeto a pressão. Tenho conversado com muita tranquilidade com os deputados, aliados e com pessoas fora da política e a decisão sairá na hora certa e sem pressão”, garantiu.

“Não estreei na política ontem e sei o interesse que o meu grupo político tem na minha candidatura, mas ninguém jamais me constrangeu. Eles sabem que tem uma série de ponderações que eu venho fazendo e eu estou muito tranquilo, pois tenho sido muito claro. Em momento algum eu admiti que seria candidato, mas em momento algum eu descartei essa possibilidade”, completou.

Fonte: bahia.ba / Rodrigo Aguiar / Breno Cunha

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Bolsonaro bate Alckmin e Lula e lidera corrida presidencial em SP

Jair Bolsonaro (PSL) lidera a corrida presidencial em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, segundo pesquisa inédita do Instituto Paraná.

O deputado de extrema direita bate até mesmo o governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ex-presidente Lula (PT).

Veja abaixo os cenários analisados:

Cenário 1, com Fernando Haddad como candidato petista:

Jair Bolsonaro 23,4%

Geraldo Alckmin 22,1%

Marina Silva 12,3%

Ciro Gomes 6,5%

Fernando Haddad 6%

Álvaro Dias 3,8%

Rodrigo Maia 1,3%

Fernando Collor 1,1%

Henrique Meirelles 1%

João Amoêdo 0,7%

Levy Fidelix 0,7%

Guilherme Boulos 0,5%

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro, Deputado Federal (PSC-RJ), na Camara dos Deputados (Jonne Roriz/VEJA)

Cenário 2, com Jaques Wagner como candidato petista:

Jair Bolsonaro 23,5%

Geraldo Alckmin 23,2%

Marina Silva 13,3%

Ciro Gomes 7,2%

Álvaro Dias 4%

Fernando Collor 1,5%

Rodrigo Maia 1,4%

Jaques Wagner 1,3%

Henrique Meirelles 1%

Manuela DÁvilla 0,8%

João Amoêdo 0,7%

Levy Fidelix 0,7%

Guilherme Boulos 0,5%

Cenário 3, com Lula como candidato petista:

Jair Bolsonaro 22,3%

Geraldo Alckmin 20,1%

Lula 19,7%

Marina Silva 8,8%

Ciro Gomes 5,3%

Álvaro Dias 3,6%

Rodrigo Maia 1,1%

Henrique Meirelles 1%

Fernando Collor 0,8%

João Amoêdo 0,7%

Manuela Dávilla 0,5%

Guilherme Boulos 0,4%

Levy Fidelix 0,4%

Por Ernesto Neves/VEJA.com

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Entenda o jogo da sucessão com a desistência de Luciano Huck

A decisão de Luciano Huck de ficar de fora da corrida presidencial deste ano confirma posição assumida pelo apresentador de televisão em novembro do ano passado, quando assinou artigo no jornal Folha de S.Paulo, mas não deixa de trazer movimentações ao tabuleiro político.

Luciano Huck
Luciano Huck (Foto: reprodução)

O outsider conta com elevada aprovação dos brasileiros como figura pública, e, na disputa pela sucessão de Michel Temer, aparecia tecnicamente empatado com o governador paulista Geraldo Alckmin, hoje tido como o principal nome do centro reformista no pleito apesar da ainda insatisfatória pontuação nas pesquisas.

Embora a candidatura de Huck esteja muito mais distante, a rigor ela não pode ser completamente descartada das especulações eleitorais. Isso só poderá ocorrer de fato se o apresentador da Rede Globo não se filiar a nenhum partido político até 7 de abril, exigência da Justiça Eleitoral para quem quiser participar de alguma disputa nas urnas.

“Ele está entre o emprego dos sonhos e o emprego de presidente da República, que é o inferno na Terra. Vontade ele tem, mas a grande questão é a disposição de trocar o certo pelo incerto”, observou o sociólogo Rodrigo Prando, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Na última edição do programa Conexão Brasília, ele projetou que, à medida que o apresentador ganhava status de candidato, sua vida pessoal seria devassada e sua imagem seria alvo de ataques de adversários, o que acabou ocorrendo com reportagens sobre financiamento de jatinho através de programa do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social).

“No momento, tudo indica que de novo [a candidatura] está distante, mas sabemos, pelos bastidores, que o PPS tenta de toda maneira colocar Luciano Huck dentro da legenda, o que causou extremo mal estar dentro do partido”, analisou o professor. A decisão parece cada vez mais certa, mas ainda é importante aguardar uma manifestação do próprio apresentador. O tom da fala de Huck será importante para definir seus próximos passos neste cenário eleitoral, se de fato não tem volta para a desistência. Vale lembrar que, após a primeira sinalização efetiva de que não se candidataria, ele manteve conversas e recebeu afagos de figuras de peso na política.

Enquanto um anúncio feito pelo próprio apresentador não acontece, é possível avaliar preliminarmente alguns efeitos da desistência. O primeiro deles seria a redução de uma sombra que avançava rapidamente sobre o nome de Geraldo Alckmin. Mesmo assim, vale ressaltar que este não é um sinal de alívio efetivo ao tucano. As buscas pela figura que representará o centro governista na disputa pelo Palácio do Planalto continuarão, na medida em que o governador paulista não demonstra melhora em suas intenções de voto nas pesquisas e o tucano não agrada o núcleo duro do atual governo. No PSDB, o nome de Huck funcionou para FHC dar uma chacoalhada no tabuleiro do partido, tentando tirar Alckmin da zona de conforto do jogo parado.

Sem um nome com o potencial eleitoral do apresentador da Rede Globo, há um pequeno alívio do ponto de vista da fragmentação do centro governista. Por outro lado, uma opção é perdida por esse espectro político. De qualquer forma, a desistência de Huck não indica o fim da possibilidade de outsiders na disputa e não garante uma aglutinação em torno da candidatura de um dos nomes hoje postos, como Alckmin, Henrique Meirelles (Fazenda) ou Rodrigo Maia (Câmara dos Deputados).

Podem ganhar com a notícia Alckmin e qualquer outro nome que busque ocupar espaços no centro reformista. Porém, tudo dependerá do que cada possível candidato fará com essa oportunidade, ainda que Huck não representasse um risco real, já que nunca foi candidato de fato e sua capacidade de converter aprovação como figura pública em votos como político não era certa. A fragmentação segue sendo o maior risco ao centro governista nessas eleições

(Com conteúdondo portal InfoMoney)

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Geddel: velhos amigos me
jogaram no “vale dos leprosos”

Em depoimento na manhã desta terça-feira, 6, na Justiça Federal de Brasília, no processo em que é acusado de tentar obstruir as negociações do acordo de delação premiada de Lúcio Funaro com a Procuradoria-Geral da República, o ex-ministro Geddel Vieira Lima declarou ter sido jogado num “vale dos leprosos” por “amigos de longas datas”.

Sobre o processo, Geddel disse que não se lembra ao certo quantas foram e criticou: “memória fantástica só quem tem é elefante e delator”. O ex-ministro reafirmou que o caráter das ligações era pessoais, para confortar Raquel pela situação que passava, da prisão de Funaro, e sempre reforçava a ela que tudo “iria passar”.

Geddel

O momento de maior tensão no depoimento foi quando a defesa de Geddel o orientou a não responder perguntas do Ministério Público, ao que Geddel acatou, mas escorregou por vezes, dando pequenas respostas. De acordo com o advogado, Gamil Föppel, a orientação foi no sentido de manter a coerência processual já que teria se colocado formalmente e voluntariamente diversas vezes para prestar esclarecimento ao MP. Geddel se emocionou ao contar que se sentiu condenado no dia em que foi tirado de casa em 8 de setembro: “Fui condenado à pior das penas, a morte civil”.

O ex-ministro comentou o choro na audiência anterior, relatou ter conversado com um padre a respeito e teria ouvido do religioso o conselho de que “os olhos foram feitos pra ver e pra chorar”, ao que acrescentou que as lágrimas eram manifestação de dor, amor e saudade da família, sendo que ressaltou em dois momentos que dia 8 de setembro era aniversário de um de seus filhos. Em setembro, Geddel foi preso em regime fechado por causa dos R$ 51 milhões encontrados em apartamento em Salvador. Antes, estava desde julho em prisão domiciliar.

(Com conteúdo do A TARDE e do UOL)

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ACM Neto diz que será guerreiro e estará em campo nas eleições 2018

Em pleno dia de celebração à Iemanjá, ACM Neto, prefeito de Salvador, foi à Câmara Municipal e falou sobre política. Ao analisar o próprio trabalho, ele elogiou os avanços vividos na capital, mas criticou as falhas na segurança pública, trabalhos que ficam, em grande parte, sob a tutela do Governo da Bahia. Ele alinhavou as críticas a uma afirmação: a de que em 2018 as eleições serão duras no estado e polarizadas na República. Quanto a sua participação, declarou que terá dois caminhos a escolher. Confira abaixo:

ACM Neto na Câmara

Durante a mensagem, o prefeito disse que tem governado Salvador com o “pensamento livre, enfrentando a vida real e criando novos caminhos para resolver os problemas mais complexos”. “Me sinto feliz. Me sinto um homem realizado. Tenho mais apoio, mais força, mais confiança, mais garra para seguir em frente, realizando novos sonhos para nossa cidade. E à medida que caminhamos vemos que estamos só no começo de uma das histórias mais bonitas que Salvador já escreveu”, ressaltou.

ACM Neto afirmou que vai continuar trabalhando em 2018 com foco na gestão da cidade, mas sem deixar de participar do debate eleitoral. “Teremos a eleição no Brasil que talvez seja a mais polarizada de todos os tempos. E teremos eleição na Bahia, que certamente será a mais dura disputa que já se viu. Nós estaremos em campo. Participando, como candidato ou não – isso vai depender de uma decisão popular mais à frente. O fato é que seremos guerreiros destemidos. Vamos lutar por um Brasil e uma Bahia melhores”, anunciou.

O prefeito afirmou que a Bahia terá dois caminhos a escolher em 2018. “Mas quando libertamos nossa forma de pensar, vemos que, sejam quais e quantos forem os candidatos, temos apenas duas escolhas a fazer: escolher entre quem enfrenta as dificuldades e resolve os problemas e quem não enfrenta e fica jogando o problema para os outros”

 

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Acredite: Bolsonaro herda mais votos de Lula do que o PT

Caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realmente fique de fora da disputa presidencial de 2018, impedido de por causa de condenação no TRF4, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) herdaria mais votos do petista do que o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, do PT. Enquanto o deputado fluminense ficaria com 7% dos votos dos eleitores de Lula, o baiano herdaria 4%.

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: reprodução)

A maior parte (31%), no entanto, ainda é formada pelos que respondem que não teriam candidato, que votariam nulo ou em branco caso Lula fosse impedido de disputar a eleição. Outros 5% disseram não saber quem escolheriam.

Os principais destinatários do espólio do ex-presidente seriam dois ex-ministros do seu governo: Marina Silva (Rede), que teria o apoio de 15% dos eleitores de Lula, e Ciro Gomes (PDT), que receberia outros 14%. Cotado para disputar as eleições, apesar de negar que vá se candidatar, o apresentador Luciano Huck também ficaria no bloco de cima dos “herdeiros”: 8% dos apoiadores de Lula escolheriam o comandante do Caldeirão do Huck.

Os demais se dividem entre uma série de candidatos, entre outros da própria esquerda e nomes quase que diametralmente opostos às propostas de Lula: 4% para o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), 3% para o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL) e para a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), 1% para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), para o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro (PSC), para o engenheiro João Amoêdo (Novo) e para o líder de movimentos sociais Guilherme Boulos (cotado para se filiar ao PSOL).

(Com conteúdo da Folha de S.Paulo e Veja. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

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Cenários: Cai desaprovação dos candidatos ao Planalto

A desaprovação aos principais nomes para a disputa da Presidência da República na eleição deste ano caiu entre dezembro e janeiro, segundo pesquisa do instituto Ipsos – a única exceção se deu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou com sua situação inalterada.

Instituto Ipsos
Instituto Ipsos

Caíram as taxas de desaprovação ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin(PSDB), ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), aos deputados federais Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (cotado para se filiar ao PSB) e ao ex-ministro Ciro Gomes (PDT). A maior queda foi de Meirelles – de 75% para 63%.

Já Lula, que foi condenado em segunda instância na semana passada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e está, em tese, inelegível pela Lei da Ficha Limpa, continuou sendo desaprovado por 54% dos pesquisados, mesmo número de dezembro. Ainda assim, só tem desaprovação maior que a de Barbosa, que ostenta 37% (eram 44% em dezembro). Na sequência, aparecem Bolsonaro (de 62% para 57%), Ciro Gomes (de 65% para 61%), Alckmin (de 72% para 63%) e Maia (de 73% para 66%).

A curiosidade na pesquisa é que a queda geral da desaprovação não significou o aumento dos índices de aprovação, mas o crescimento do porcentual daqueles que dizem desconhecer alguns dos políticos. Para o diretor do Ipsos, Danilo Cersosimo, uma hipótese seria uma retração na rejeição generalizada ao sistema político, com um aumento do conformismo com os personagens atuais e uma busca por reavaliar a conduta dos nomes pesquisados. “Houve aumento do desconhecimento dos nomes que não têm imagem consolidada”, disse, completando que “a troca de desaprovação por desconhecimento mostra que as pessoas querem analisar melhor esses nomes”.

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Prisão de Lula é a “bola da vez” da cúpula Polícia Federal

A Polícia Federal começa a se preparar para o momento em que terá que cumprir a ordem de prisão contra o ex-presidente Lula. Na alta cúpula da PF há preocupação sobre como proceder. A informação vem da jornalista Andreza Matais, editora da Coluna do Estadão.

Segundo suas fontes, buscá-lo em casa de camburão teria a mesma repercussão de quando foi conduzido coercitivamente. Uma ideia é combinar com os advogados para que ele se apresente no local onde irá cumprir a pena.

Se não houver acordo com a defesa, como Lula não teria direito a prisão especial, regalia concedida a quem tem curso superior, a polícia pedirá ao juiz que especifique não só o local, mas para quem ela deve entregá-lo.

PF

Efetivo próprio

Delegados dizem que a prisão de Lula tem que ser bem articulada para garantir a segurança do petista e também dos policiais. A partir do momento em que o juiz determinar o cumprimento da pena, a PF já está autorizada a buscá-lo.

A alta cúpula da PF levanta questionamentos sobre o que será feito dos oito assessores a que Lula tem direito como ex-presidente, principalmente porque quatro deles atuam como seguranças.

 

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Os discretos desembargadores que vão julgar Lula. Conheça-os

Os desembargadores João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus vão julgar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em segunda instância no chamado processo do tríplex, da Operação Lava Jato, no próximo dia 24.

Gebran, Paulsen e Laus formam a 8ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre. Eles são os responsáveis por julgar em segunda instância os casos criminais da Lava Jato que receberam sentenças do juiz Sergio Moro, da Justiça Federal do Paraná.

Leandro Paulsen, Victor Laus e Gebran Neto
Leandro Paulsen, Victor Laus e Gebran Neto (Foto: reprodução)

Até agora, os desembargadores mantiveram a maioria das condenações de Moro a políticos e integrantes de partidos, em alguns casos com aumento de penas.

A decisão deles pode ser crucial para o futuro de Lula, que quer disputar a presidência nas eleições deste ano e lidera as pesquisas de intenção de voto.

Se sua condenação for confirmada em segunda instância, o ex-presidente pode ficar inelegível, segundo os critérios da Lei da Ficha Limpa. O petista pode até mesmo ir para a cadeia, depois de esgotados os recursos no TRF-4.

Discrição em comum

Os três desembargadores têm currículos distintos e já assumiram posições diferentes em casos da Lava Jato, mas têm em comum a discrição. Participam de poucos eventos públicos e praticamente não dão entrevistas.

Gebran, de 53 anos, é especialista em direito penal e constitucional. Também se dedica ao estudo do direito à saúde. Foi colega de Sergio Moro em um mestrado na UFPR (Universidade Federal do Paraná). A amizade entre os dois magistrados já motivou uma série de pedidos de suspeição por parte da defesa de Lula. Até agora, todos foram negados.

Paulsen, de 47 anos, chegou a ser indicado pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) em 2014 para a vaga de Joaquim Barbosa no STF, onde foi juiz auxiliar. Hoje atuando no direito penal, é especialista em direito tributário; tem obra extensa na área e leciona sobre o tema na PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

Laus, de 54 anos, fez carreira no Ministério Público Federal, onde atuou em casos das áreas criminal, tributária e previdenciária. Da 8ª Turma, é quem está há mais tempo no TRF-4: entrou em 2003, dez anos antes de Gebran e Paulsen.

No começo do mês, o TRF-4 comunicou órgãos de segurança sobre ameaças a magistrados da corte, mas até o momento não houve detalhes sobre o teor ou a motivação das mesmas.

(Com informações de agências, UOL e TRF-4)

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