Morau é massa, pai!

O nome dele é Wesley (do que mesmo?) Bem, não importa, todo mundo conhece e gosta do Wesley Morau, assim mesmo com “u”. Baiano de Teixeira de Freitas, fotógrafo esportivo e de política. Atual fotógrafo oficial do Portela, time da cidade.

Esse jeito inusitado de escrever o nome tem uma história também engraçada. Ele foi criar uma conta para e-mail e descobriu que todas as variações com o nome dele já estavam em uso. Sobrou a opção com “u”, que virou nome, ou melhor, virou a marca do fotógrafo dos contrastes e cores fortes.

A paixão pela fotografia nasceu com o amor ao esporte. Ainda menino, no bairro São Lourenço, o mais populoso de Teixeira de Freitas, ele passava horas folheando as revistas esportivas, prestando atenção aos detalhes e ângulos das imagens.

Bronca da esposa

No sonho de criança, ele seria jogador de futebol. Anos depois, foi buscar uma oportunidade de vida diferente na Europa, em Portugal. Dividia sua atenção entre o restaurante, onde aprendeu a arte da culinária, e os jogos de futebol no Estádio do Dragão, na cidade do Porto, em Portugal. Da arquibancada, ele prestava atenção nos fotógrafos, nas câmeras e nas lentes.

“Foi ali, que aquela paixão, que estava quase morrendo, voltou com força”. E o resultado foi uma bronca da esposa, dona Sandra, que não gostou de saber o preço da máquina que Morau havia comprado para fotografar os jogos. De volta ao Brasil, Bahia, Teixeira de Freitas, ele continuava fazendo fotos, aprendendo na rotina, perguntando aos profissionais mais experientes, experimentando a própria câmera.

Cores e contrastes

Foram seis meses publicando as imagens na sua conta de Facebook. Os amigos/seguidores, que eram 200, chegaram a 5 mil. Todos apreciadores do Morau Fotógrafo. Não demorou nada para o hobby virar profissão. Buscou inspiração nos cariocas Ivo Gonzales, que trabalhou no “O Globo” e Alexandre Vidal, que já foi o fotógrafo oficial do Flamengo. Com Gonzales, Morau se comunica pelas redes sociais:  “o primeiro dia que ele respondeu, fiquei o resto do dia emocionado”.

Em cada clique que faz, Morau deixa impresso seu olhar, as cores intensas e o contraste marcante. “Não tento imitar ninguém. Ganhar dinheiro é bom, mas quero ganhar dinheiro na minha área. Sabe o que é a foto pra mim? É massa, pai (risos)”.

Ah, e a dona Sandra, que no início ficou indignada com o gasto do maridão, hoje é fã e grande apoiadora.

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Com Porto Seguro de cenário, a fotografia é tão vital quanto o oxigênio para Messias Filho

Foto Paixão em Porto Seguro- Messias Filho

Messias Filho, morador de Porto Seguro, é bisneto de imigrantes italianos, da família Da Roz, que chegaram ao Porto de Santos no final do século 19 e foram para uma colônia italiana no interior paulista, hoje a cidade de Leme, onde nasceu. Estudou e morou em São Paulo e em New York. Tem um casal de filhos e desfruta a alegria do primeiro neto.  Para ele, a foto é mais que uma profissão, é seu amor [quase] secreto, uma “amante repleta de romantismo, sensualidade e mistérios”.

Na vida de Messias, fotografia e oxigênio desempenham o mesmo papel vital. E esse amor, ele atribui, em partes, ao fato de ter nascido com problemas de visão, que por pouco não o levaram a cegueira. Desde o primeiro ano de vida todos à sua volta passaram a prestar atenção nos seus olhos, no que ele era capaz de ver. O tempo todo era incentivado a perceber, descrever imagens. Isso o fez um observador da luz, sombra e cores, antes mesmo de aprender a andar. Além disso, existia ao seu redor um mundo de belezas:

“A minha mãe é estilista de alta costura, cresci com os figurinos italianos e franceses da alta moda ao meu redor. Observava as fotografias, material gráfico, cortes, luzes, expressões, combinações, contraste de cores e diversas tonalidades de cinza em fotografias preto e branco.”

Amanda- Turista de Brasília em Porto Seguro, registro de Messias Filho. Gestos simples em P&B

Aos doze anos, depois de ter passado pela quarta cirurgia nos olhos, foi presenteado com um câmera fotográfica Kodak, filme de 35mm. Com ela, Messias fotografava os carros, as saídas das escolas, pessoas caminhando, namorando ou no ponto de ônibus nas imediações da av. Paulista em São Paulo. Ele passava boa parte do tempo em um laboratório fotográfico vizinho de onde morava, também na av. Paulista. Foi ali que  começou a absorver os conceitos da fotografia, identificando erros e “prestando atenção nas orientações que lhe eram passadas”. A partir daí, estudou, fez cursos, devorou livros e fotografou [muito].

Na memória, ele traz mais críticas e desestímulos dos familiares quanto a sua arte, do que apoio, mas entende que “todo artista verdadeiro passa por esses momentos” e elabora:

“Olha, agora faço outra reflexão, sendo o ato de respirar, natural e vital, não é necessário incentivar ninguém a fazê-lo, porém quando a pessoa para de respirar é sinal que algo não está bem.”

Houve um momento em que ele deixou de lado as câmeras, mas seguiu “fotografando com o cérebro”. Nesse momento da sua vida surgiram dois grandes amigos, Jó Villa e Fernando Martins. Eles chegaram e encharcaram o adolescente Messias de incentivo, “além de uma admiradora oculta que, literalmente, me trouxe a luz.”, contou.

Ao classificar o estilo das suas fotos, ele cita Sebastião Salgado, que diz que, “a fotografia é composta pela cultura acumulada ao longo dos anos do fotógrafo” e assim, assume-se um “romântico inveterado”, que fotografa “a poesia” da vida regada à adrenalina do fotojornalismo, com o encanto dos casamentos e a sofisticação da gastronomia, emoldurados pelo gigantismo das paisagens que se rendem à sensualidade das flores na simplicidade do cotidiano embelezado pelo glamour da moda, isso, com o envolvimento das mulheres e a brasilidade da Bahia.

As inspirações para o seu trabalho surgem a todo instante. Basta um raio de luz, uma sombra, um gesto simples. Sempre em busca da próxima foto, pois acredita que a melhor fotografia é aquela que ainda não fez.

Entre os consagrados fotógrafos que lhe despertam admiração, estão Jr. Duran e sua sensibilidade para traduzir a sensualidade, a obstinação de Cartie de Bresson, a consciência social de Sebastião Salgado, o romantismo das fotografias de Lair Leoni Bernardoni e o perfeccionismo de Enio Leite, fundador da Escola de Fotografia Foccus, onde ele mesmo buscou aperfeiçoamento.

Cocos da Bahia por Messias Filho

Em sua trajetória profissional, nada o marcou tanto quanto o registro de casamento em que o pai da noiva acabou falecendo dias antes. A cerimônia foi em São Paulo. Ele e equipe redobraram o cuidado e tiveram a sensibilidade de aplicar luzes suaves e captar as sutis expressões da noiva, e detalhes fortes, como a entrada dela, sozinha, e o lugar do pai vago no altar. Toda a equipe esteve muito emocionada neste dia.

O cuidado com o detalhe e a leitura cuidadosa do ambiente que lhe acompanham a cada novo ensaio, são resultado de uma carreira que começou na era analógica:

“Considero-me um profissional  privilegiado. Nasci no século passado, me deslumbrei com o filme preto e branco, fiquei encantado com a evolução das fotografias coloridas, surpreso com as Polaroides – que possibilitavam a saída instantânea em papel fotográfico -, passando por ampliadores de laboratórios, banhos químicos, habilidade com estiletes, máscaras e, provocar efeitos na câmara escura pela granulação proposital. Todos esses recursos de pós produção são realizados, na atualidade, digitalmente, em softwares de edição.”

Com tanto empenho técnico, sobrava pouco tempo para a criatividade. “Hoje, com todos os adventos tecnológicos, o fotógrafo perspicaz pode se dedicar em ser criativo, original, autêntico, desenvolver um estilo próprio. A vulgarização de fazer um click e chamar o ato de clicar de fotografar é uma aberração”, critica.  

Nascer do Sol em Porto Seguro- Luz e sombra- Por Messias Filho

Messias acredita que a postura, a responsabilidade e o investimento do fotógrafo em qualificação é o que interfere na valorização do trabalho. Avaliando o próprio desempenho, elege a foto “Sem Destino”, de 1992, que fez do lado de fora de um vagão em movimento na Serra do Mar, entre a cidade de Jundiaí e Santos, como a sua preferida.  Quando tenta traduzir em palavras o que seja a fotografia, cita: aventura, desafio, cumplicidade e intimidade. Em ação, diz: “entro em êxtase, anonimamente me sinto parte do cenário, prevendo segundos antes dos acontecimentos se realizarem”.

Por defender e viver a fotografia como uma arte, Messias considera indispensável ao fotógrafo em busca de melhoria, que estude técnicas e as artes plásticas.  “Permita que a sensibilidade artística brote e floresça.  Estude a história da fotografia, aprenda e aperfeiçoe técnicas, leia os manuais. Tenha paciência, humildade, e o fundamental, é não querer aparecer mais que a imagem”, ensina.

Sem Destino (1992) - Messias Filho
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Emoção, juventude, sonhos e luz natural nas fotos e histórias de João Ricardo

João Ricardo é  um jovem sonhador, cristão, que encontrou na fotografia uma força de expressão. Aos 17 anos, deixou a casa dos pais em Caravelas, cidade em que coleciona boas histórias, para estudar na capital capixaba.

Na graduação, empenha a batalha por um futuro sólido. No dia a dia, já tem uma profissão, ainda com jeito de hobby, que o faz se destacar pela capacidade diferenciada em perceber o belo. O filho mais velho de Elisângela e Ricardo é o típico bom menino, que por ser um admirador das diversas formas de arte, redesenha o mundo por suas lentes.

Seu primeiro contato com as máquinas fotográficas foi, como costuma ser, no registro das festas em família. Ele fazia porque gostava e sempre era convidado a fazer porque todos curtiam o resultado. Mas houve uma vez, que por acaso, um clique o fez reconsiderar a posição da fotografia em sua vida.

Ele ainda era um estudante secundarista quando, nos fundos da quadra da escola em que estudava, num cantinho cheio de mato crescido, fotografou duas amigas: Abigail e Luane. A imagem, postou numa rede social. Até ali sua maior ambição com aquela fotografia era de conseguir umas curtidas e, quem sabe, comentários. Mas a repercussão foi bem maior. As pessoas começaram a perguntar o valor do ensaio. E assim, João Ricardo, que no início ainda tentava entender aquela proposta, acabou negociando seus primeiros cliques remunerados. Na mira de suas lentes estava Alicia Kruschewsky. O resultado foi aprovado pelos dois. Cliente e fotógrafo satisfeitos. E assim, outros ensaios se seguiram.

Primeiro ensaio remunerado

Buscando inspiração “em tudo e em todos”, João Ricardo não perde o foco do trabalho feito por outros grandes nomes da fotografia, como Lucas Pinhel, o renomado fotojornalista Sebastião Salgado e, completando a lista, o baiano de Itabuna, Flávio Alvarenga.

Mais experiente na profissão, João Ricardo se aventurou em outra modalidade, o “newborn”, que é o ensaio de recém-nascidos. Esse foi um dos  momentos mais marcantes da vida profissional dele até aqui, comparado apenas ao dia em que comprou sua primeira câmera de trabalho, que ainda o acompanha.

Primeiro Newborn

Seu trabalho tem como traço o bom aproveitamento da luz natural. Sempre que fotografa pessoas, busca captar essências por meio de sorrisos e gestos singelos e, seu modo mais presente de trabalho é o “Life Style”. Como ele mesmo define, a fotografia dele, e por ele, se explica na “emoção”.

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A fotografia por Daniel Barros é a história com alegria e a força das expressões

Daniel Barros compreende a fotografia como a história. Para além de ajudar a contar fatos, para ele, a foto em si é a história registrada que ganha valor com o passar dos anos. Sua percepção contrasta com seu gosto pelo novo, seja no automobilismo, natureza, lugares.

Desde muito pequeno, incentivado pela mãe, aprendeu a observar a beleza dos [e nos] detalhes. Essa mistura foi delineando o perfil do fotógrafo, de 31 anos, nascido em Nanuque – MG, que viveu em muitos lugares e atualmente mora em Medeiros Neto.

A fotografia por Daniel Barros a é história com alegria e a força das expressões
Daniel Barros

Filho mais velho do seu Mita e da Dona Irtes. Faz questão de destacar que é muito bem casado com a sua principal modelo, Taline. A vida cristã também o faz observar o mundo de um jeito próprio, como um “amplo admirador das belezas do Criador”. Sua capacidade de enxergar o belo é refletida em suas fotos. Seu jeito desbravador, revelado em sua paixão por viagens, imprimem dinamismo em seus cliques.

A Teresa nessa história

Dona Irtes, decoradora, paisagista e design de moda, foi quem colocou o filho em contato com as câmeras para registrar arranjos, arrumações e afins. “Sempre manuseei as máquinas fotográficas lá de casa (ainda na época das analógicas) e sempre gostei de registrar tudo. Daí surgiu o meu desejo”.

A fotografia por Daniel Barros a é história com alegria e a força das expressões
Foto: Daniel Barros

O desejo foi se transformando em profissão depois que Teresa passou a fazer parte da vida de Daniel. Teresa é a moto companheira de estrada, que o carrega para lugares que, com certeza, devem ser registrados. Por ser um apreciador de novidades – como já descrito no início do texto – as máquinas fotográficas passaram a ser alvo de pesquisas. Daí até comprar suas primeiras câmeras, foi rápido. Ele comprou uma DSLR, uma Canon e uma GoPro, que leva no capacete para não perder nenhum momento. Da aquisição em diante, foram horas, dias e meses de estudo e muito treino.

Outro mineiro

A família sempre foi incentivadora. “Eu amo registrá-los”, confessa Daniel, que conta ainda que foi durante um ensaio para o Dia das Mães, em que usou como modelo as mulheres da sua família, que teve o momento de maior emoção em sua carreira ao perceber nas fotos a história de cada uma delas. “Observá-las foi algo maravilhoso. Uma história inteira de vida estava ali e agora seriam registradas para a eternidade por mim”.

Na hora dos registros, a inspiração vem de Sebastião Salgado, embora seja apreciador de muitos talentos na área, destaca o mineiro e recomenda que todos “assistam Sal na Terra para entender essa admiração” pela história e coragem de um dos maiores nomes da fotografia mundial.

Momento que não se repete

Para Daniel, a profissão de fotógrafo é, antes de tudo, uma imensa responsabilidade e por isso mesmo merece reconhecimento e valorização. Afinal, são os momentos mais especiais da vida de alguém que ficam sob o olhar, lentes, atenção e trabalho do profissional. Como ele mesmo explica, é a história que está ali, são momentos que não se repetem, como o nascimento de um filho, o casamento, a formatura, a viajem, o instante único. Não basta apertar o botão, “se a foto não tem história, não expressa nada, acaba sendo descartável”.

A fotografia por Daniel Barros a é história com alegria e a força das expressões
Foto: Daniel Barros
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Maurício de Jesus retrata, vive e defende o amor

Maurício de Jesus fala de amor o tempo todo. Quando questionado sobre seus valores morais, prega o amor, quando perguntado sobre o sentido da fotografia em sua vida, a descreve como “amor”, ao contar o seu estilo de trabalho preferido, diz que gosta mesmo é de eternizar o amor entre os casais, tanto que logo no início da sua carreira foi aceito como membro da Bride Association, uma das maiores Associações de fotógrafos de casamento do Brasil, em que para ser membro é preciso ser premiado em um dos 4 rounds/concursos oferecidos ao longo do ano.

Maurício de Jesus retrata, vive e defende o amor
Foto: Maurício de Jesus

Maurício nasceu em Eunápolis, mas desde 2006 mora e trabalha em Teixeira de Freitas. Ele encara a vida com muita simplicidade, “se não vivo pra servir, não sirvo pra viver”, dispara. Mas se o assunto for a fotografia, aí ele é muito exigente, “tenho sempre o objetivo de entregar o máximo em qualidade e excelência para o cliente”.

A fotografia entrou em sua vida como um hobby ao mesmo tempo em que ele se graduava como administrador de empresas, no ano de 2012. Durante a colação de grau, ele fez alguns registros. Entendeu naquele momento a grandeza que existe em fazer parte dos momentos mais marcantes na vida das pessoas.

Maurício de Jesus retrata, vive e defende o amor
Foto: Maurício de Jesus

Esse entendimento o fez cada dia mais obstinado sobre seu próprio trabalho. Não cabia mais fazer registros amadores. O jeito foi o aperfeiçoamento, que é contínuo. Ele estuda, busca inspiração em outros fotógrafos, pratica muito…e justifica:

“Amo fazer parte dos momentos marcantes da vida dos meus clientes, eternizar esses momentos através de minhas lentes, saber que daqui alguns anos, ao verem as fotos, irão se lembrar que fui em quem fotografou, e por isso faço com tanto amor e dedicação.”

Maurício de Jesus retrata, vive e defende o amor
Foto: Maurício de Jesus

Seu esforço já teve reconhecimento e a Bride Association, uma das maiores Associações de fotógrafos de casamento do Brasil, e agora está ganhando espaço e visibilidade em todo o mundo. Temos orgulho de ser uma Associação tão completa e seleta.

Para ser membro da Bride você precisa ser premiado em um dos 4 rounds/concursos oferecidos ao longo do ano (Janeiro, Abril, Junho e Outubro). Essa é a única forma de fazer parte desse seleto grupo de fotógrafos!

Maurício de Jesus retrata, vive e defende o amor
Foto: Maurício de Jesus

Outro fator determinante para o total envolvimento de Maurício com a fotografia foi a sua entrada na PASCOM (Pastoral da Comunicação da Paróquia Catedral São Pedro).

Hoje em dia, a fotografia representa 85% da sua ocupação profissional. Entre suas vontades, está a valorização e reconhecimento da profissão, afinal, como ele defende “a fotografia é o que fica, é a lembrança que deve ser escolhida com cautela” e, segundo as palavras dele é parte “fundamental nas vidas”, é a memória e a emoção de quem “se pega olhando a foto de quem se foi, dos amigos que deixaram saudades”. Os álbuns ganham ainda mais valor com o passar do tempo, eternizam mais do que momentos, são mesmo, recortes de amor.

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Filipe Cezar: Fotografia, informação e cultura

“A fotografia se encaixa totalmente na minha vida profissional, pois eu vivo dela.” É a definição do jovem, sonhador e apaixonado por fotografia desde a infância, Filipe Cezar, que viu seu hobby se tornar profissão.

Aos 21 anos o baiano de Belmonte, que atualmente mora em Santa Cruz Cabrália vê sua vida intimamente ligada a fotografia. Desde criança quando via alguém com uma câmera, seu desejo era de pegá-la e sair fotografando. “Lembro que sempre quando ia em uma loja com minha madrinha, tinha duas câmeras na prateleira e eu sempre pedia a ela para comprar, mas quem daria uma câmera para uma criança, né ?!”

Filipe Cesar, fotógrafo (Arte: Tom Lima)

Sua primeira realização foi quando ganhou de sua mãe um celular e começou a fotografar paisagens e tudo o que via pela frente. Começaram os elogios e todos diziam que ele tinha talento. Nascia ai o sonho.

Em 2015, como incentivo, Tatiane Kurpan, sua ex-patroa, lhe deu a própria câmera, para que pudesse fotografar os drinks que fazia como barman, presente que lhe permitiu dar novos rumos a essa paixão. No mesmo ano, em um evento no local de trabalho, conheceu a fotógrafa Huana Moya, que sabendo do seu talento o ensinou a fotografar e o incentivou para que fizesse um curso de fotografia profissional. A partir daí, tudo começou a fazer sentido.

Com muita dedicação e força de vontade, teve a oportunidade de trabalhar como assistente de fotografia das fotógrafas Huana Moya e Ivana Fernandes, fez um curso profissional no SENAC de Porto Seguro, o “empurrão” que faltava. O apoio da família e amigos dão forças ao jovem fotógrafo para continuar fazendo o que tanto ama.

Para ele os momentos marcantes em sua trajetória foram a exposição no Centro de Cultura de Porto Seguro que ele e sua turma realizaram ao finalizarem o curso técnico em 2016 e a aquisição de sua câmera profissional, fruto de muito esforço e trabalho.

Filipe Cezar: Fotografia, informação e cultura
Foto: Filipe Cezar

Apaixonado por retratos femininos e por capturar as emoções nos ensaios de casal e até mesmo no olhar de uma criança, Filipe admira e se espelha em outros profissionais da área, incluindo claro, aquelas que o deram a primeira oportunidade de mergulhar neste universo da fotografia que hoje é fundamental em sua vida.

“Estou muito longe de ser o FOTÓGRAFO que sempre sonhei, mas sei que estou no caminho certo, aos poucos dando passo por passo, sempre falo para as pessoas que ainda vou fotografar para a revista VOGUE (uns até dão risadas), já que no futuro quero ser fotografo de moda também.” Para ele a fotografia é “importantíssima, leva informação, cultura, registros de momentos únicos já vividos e os que estão por vim.”

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Joana Darc: ela não tem medo de desafios. Mudou tudo pela fotografia.

Joana D’Arc Estevão é daquelas mulheres que está sempre se reinventando. E foi numa dessas viradas que entrou para o mundo da fotografia.

Ela trabalhava em São Paulo numa empresa de formaturas e sua função era convencer as pessoas da importância de registrar aquele momento tão marcante da vida. Os argumentos eram tão bons que convenceu a si mesmo das maravilhas da fotografia. Na primeira oportunidade, ela não titubeou e topou a nova proposta de trabalho da empresa: de vendedora, passaria a ser fotógrafa.

Ela não tem medo de desafios. Mudou tudo pela fotografia.
Joana Darc Estevão - Fotografa de Prado

“Era muito gratificante entregar o álbum de formatura para aquelas pessoas e ver o quanto elas se emocionavam. Os eventos de formatura realmente me marcaram muito”, relembra Joana.

Mas o desafio era bem maior. A nova profissão da paulistana seria exercida no interior da Bahia.  E tudo bem. Ela fez um curso de fotografia, arrumou as malas de toda a família e mudou-se para o Prado. E lá se vão 15 anos de profissão e de vida nova no litoral baiano.

De cara, a cidade pacata, com praia de águas mornas trouxe mais qualidade de vida para ela, o marido e o filho. E coração cheio de paixão pela fotografia teve que abrir espaço para os encantos do Prado. Ainda mais unida, toda a família abraçou a fotografia, o seu marido Jânio, se profissionalizou e hoje ele viaja as cidades vizinhas fotografando formaturas, casamentos e aniversários.

Ela não tem medo de desafios. Mudou tudo pela fotografia.
Joana e família.

Aí veio outra novidade que mexeu com os planos de Joana: a chegada do segundo filho a fez diminuir o ritmo de trabalho e buscar novas oportunidades dentro da própria fotografia. Foi aí que surgiu a ideia de montar um estúdio, D’arc Fotostúdio, e uma loja de acessórios fotográficos. Aprendeu a editar fotos, montar álbuns e estudou novas técnicas de fotografia. Em breve vai começar com a difícil arte de fotografar bebês recém-nascidos.

A morena que tem o nome inspirado na heroína francesa de cabelos ruivos se inspira no trabalho de outras mulheres, as fotógrafas Amanda Pinheiro, sua amiga pessoal e Simone Silvério, uma fotógrafa renomada na área NewBorn.

“Depois que transitei em todas as áreas da fotografia, passei a valorizar ainda mais a profissão. Fico triste ao ver alguns colegas que não levam em consideração todos os custos envolvidos no processo e comprometem os resultados quando não cobram preços justos. É preciso dedicação, tempo e investimento em equipamentos. E isso tem um preço”, comenta a fotógrafa.

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Sérgio Buffon e sua equação: 1 amor + 1 câmera = profissão

Sabe a letra da música da Rita Lee que diz “um belo dia resolvi mudar”? Pois é, essa bem que poderia ser a trilha sonora da história deste fotógrafo de Itabatã. Sérgio Buffon, empresário, pai de três filhos, com todos os indícios de que já estava com os rumos profissionais traçados, encontrou na fotografia uma nova paixão e profissão.

A foto chegou na vida dele junto com um novo amor. Handryne Michael, a jovem que sempre amou fotografar, entrou na vida do Sérgio e movimentou o cenário. Os primeiros registros que fizeram juntos foram para guardar os momentos do casal. Viagens, festas, surpresas, lugares. A qualidade do material que produziam acendeu o espírito empreendedor de Sérgio.

Sérgio Buffon e a história com uma equação: 1 amor + 1 câmera = nova profissão
Sérgio Buffon e Handryne Michael, fotógrafos de Itabatã (Foto: Reprodução)

“A Handryne sempre foi apaixonada por fotos. Eu sempre fui muito ligado à tecnologia. Logo, unimos nossas paixões”. Hoje, eles comandam juntos a HS Fotografia, que até no nome revela o par.

Para que o hobby virasse profissão, Sérgio e Handryne estudaram, investiram. A percepção para o trabalho eles já tinham. “As pessoas ainda não tem ideia de que fotografar é uma arte. É o olhar que um profissional tem sobre um determinado momento da sua vida”, avalia Sérgio, que acredita que a valorização da profissão passa por esse entendimento. “Quando as pessoas compreenderem isso, creio que a profissão será mais valorizada”.

Sérgio diz que o seu estilo de trabalho é o voltado para famílias, onde capta “emoções traduzidas em imagens. Lembranças que saem da memória e viram matéria”. Com trabalhos que passeiam do casamento à gestação, chegando ao delicado e minucioso “newborn”, que é a técnica de fotografar recém-nascidos.

Além disso, a HS produz editoriais de moda e material publicitário, sempre com o mesmo apelo emotivo e estético. Com muitas fotos externas, o bom aproveitamento da luz natural é uma característica bem marcante no trabalho do casal.

 

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O retrato feminino sob o olhar do jovem Neemias

As características do personagem bíblico que inspirou o nome do fotógrafo de Belmonte hoje fazem parte da sua personalidade. O destemido Neemias Seara decidiu encarar a fotografia, de cara, como profissão. Hoje com 18 anos de idade, já revela o seu talento de Belmonte para a Bahia.

E sabe como ele aprendeu a profissão? Fazendo muita pesquisa em sites, assistindo a vídeos no Youtube e, claro, com muitos cliques com a Canon T6i, presente da mãe para incentivar a sua paixão pela fotografia.

O retrato feminino sob o olhar do jovem Neemias
Neemias Seara (Arte: Tom Lima)

O aprendizado totalmente virtual não descarta a admiração pelos renomados Sebastião Salgado e Fernando Chassot, pelo contrário, a capacidades dos grandes em capturar emoções são inspiração para o jovem talento.  “Eles tem uma fotografia totalmente diferente da minha, mas o sentido e o sentimento que eles expressam em cada foto é surpreendente.”

As fotografias de Neemias começaram a se destacar com o projeto “Não vejo piaçava”, um ensaio fotográfico de meninas que decidiram assumir os cachos para fortalecer a identidade negra. “O processo de transição capilar não é nada fácil. Eu conversei com todas elas e fiz um ensaio fotográfico maravilhoso. E elas se viram como mulheres lindas”, relata.

O retrato feminino sob o olhar do jovem Neemias
Foto: Neemias Seara

Este ensaio também o ajudou a escolher um estilo fotográfico. Neemias optou pela delicada arte de fotografar mulheres com sua câmera DSLR. “O retrato feminino é muito mais que um simples registro. São sentimentos pincelados pelo que queremos expressar e/ou o que queremos que o as pessoas sintam”, afirma o jovem.

O retrato feminino sob o olhar do jovem Neemias
Foto: Neemias Seara

Com força madura e rompante juvenil, o fotógrafo já mostrou a que veio. Mais do que fotos, ele trabalha com ideologias. Sua profissão é sua arte e seus cliques tem mensagem e objetivo. Receita que ele já está comprovando: dá certo!

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Clerison de Oliveira: Um fotojornalista em busca de gente feliz

Clerison de Oliveira: Um fotojornalista em busca de gente feliz
FOTO: REPRODUÇÃO

Ele começou como um curioso, aproveitou a oportunidade que pintou para registrar eventos e encontrou no fotojornalismo a sua profissão.

O fotógrafo Clerison de Oliveira transita entre vários segmentos fotográficos, mas ele gosta mesmo de registrar pessoas em festas e reuniões sociais. O caçula da família Oliveira saiu de Camacan aos 5 anos de idade e fez sua carreira em Itabela, onde criou o próprio site de cobertura de eventos, http://agoranafest.com e também atua como assessor da prefeitura municipal.

A paixão pela narrativa fotográfica começou aos 16 anos, quando começou a observar fotógrafos profissionais fazendo registros interessantes de pessoas em momentos de alegria e descontração pelas baladas do extremo sul da Bahia.

Clerison de Oliveira: Um fotojornalista em busca de gente feliz
Foto: Clerison Oliveira

O jovem fotógrafo de 25 anos deixa claro que procura nele mesmo a inspiração se desenvolver na carreira e explica: “eu admiro o trabalho de muitos colegas de profissão, mas a motivação para crescer profissionalmente está dentro de mim”. Clerison faz parte da geração digital e destaca a dificuldade de reconhecimento profissional diante do acesso cada vez mais facilitado às máquinas fotográficas, com preços acessíveis. “A fotografia é um registro valioso da nossa vida. É preciso ter bons equipamentos, mas também muita técnica e uma sensibilidade grande”, finaliza.

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