Escola dispensa turma para que outras tenham onde sentar

Na expressão popular, quando você desfavorece um em favor do outro, se diz que foi para “desvestir um santo e cobrir o outro”, uma outra alusão possível é a do “cobertor curto”. E, essa está sendo a observação de pais e responsáveis de alguns estudantes da Escola Municipal João Mendonça, em Teixeira de Freitas.

Os alunos levaram para a casa um bilhete, nesta quarta-feira, 7, chancelado com o logotipo da Prefeitura, em que está a comunicação os matriculados no 8º ano D estarão dispensados das aulas a partir de hoje (08/03). A justificativa, é que não existem carteiras para atender a todos os estudantes, então estes não irão para a escola para que outros tenham onde se sentar.

Foto: reprodução Whatsapp

A Escola Municipal João Mendonça por muito tempo foi referência em estrutura, limpeza e organização, o que torna ainda mais estranha a atitude. Alguns pais questionam os critérios usados para que fosse essa a turma dispensada.

O departamento de comunicação da Secretaria de Educação, quando procurado, disse que ainda não tinha informação dos fatos. Pouco tempo depois, confirmou e disse que o município já está tomando as devidas providências.

Todavia, essa não é uma situação inédita. Em agosto de 2017, a denúncia do rodízio de carteiras partiu da Escola Municipal São Geraldo, onde os alunos ficavam em pé num dia, para sentar no outro, alternando os grupos.

A crise da educação vai além do âmbito municipal. Algumas escolas do Estado, que recebem estudantes do ensino médio em Teixeira de Freitas, também estão com problemas, principalmente quanto ao quadro de professores. Um exemplo disso, é o CETEP, onde os alunos estão sendo dispensados mais cedo praticamente todos os dias. Além dos professores que ainda não foram contratados, existe muita reclamação quanto aos profissionais que simplesmente faltam às aulas.

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