Debandada eleitoral: os ministros de Temer saem do Governo para conquistar votos

O ano eleitoral chegou e as movimentações por votos, alianças e outros assuntos afins já estão acontecendo. A corrida está causando uma espécie de debandada do Governo, não por vontade, mas por adequação legal.

“Eu vou sair para disputar a eleição. Vou concorrer à eleição como deputado federal e fico no ministério até a data que o presidente me solicitar, desde que seja até 7 de abril”. Com essa afirmação, o atual ministro da saúde, Ricardo Barros (PP-PR), anunciou, nesta quinta-feira, seu afastamento do Governo Temer para tentar se reeleger deputado federal.  

 

Brasília - deputado Ricardo Barros (Valter Campanato/Agência Brasil)

Ele não está sozinho. Antes do anúncio de Barros dois ministros deixaram o governo com o objetivo de disputar as eleições: Ronaldo Nogueira (PTB-RS), do Trabalho; e Marcos Pereira (PRB), da Indústria e Comércio Exterior. A expectativa é que outros da equipe ministerial sigam o mesmo caminho. Pela legislação, ministros que decidirem disputar a eleição de 2018 têm até 7 de abril para pedir exoneração.

Treze ministros, incluindo Ricardo Barros, têm mandatos de deputado federal e, caso não disputem as eleições ou não sejam reeleitos, perderão o foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF).

O mandato do chanceler Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) como senador por São Paulo termina neste ano e ele já declarou ser candidato à reeleição. Outro que pode deixar o cargo até abril para concorrer é o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD). Em novembro, ele declarou a VEJA que é presidenciável”.

Barros anunciou seu afastamento durante coletiva de imprensa para anunciar a execução orçamentária da pasta em 2017.

 

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