Não tem férias certa, Juiz cassa ex-prefeito

Antes de sair para o descanso das férias anuais, o juiz Roney Jorge Cunha Moreira, representante direto do Tribunal Regional Eleitoral, cumpriu o ritual de quem trabalha arduamente durante meses de um estafante calendário eleitoral e está ansioso por uns dias de descanso. Cuidadosamente organizou a mesa de trabalho e assinou praticamente todas as pendências jurídicas do ano anterior. E no último dia 17, entre outros processos, acatou a denúncia do Ministério Público Eleitoral, cassou os direitos políticos do ex-prefeito João Bosco Bittencourt por oito anos. A pena atingiu também o candidato a vice Tomires Barbosa. Eles foram processados após a comprovação de aumento de mais doze mil por centos (R$6.500 para R$909.738,36) nas verbas públicas gastas com publicidade institucional de 2013 a 2016.

“Para os amigos, tudo”

Surpreendendo correligionários e amigos mais próximos, o ex-prefeito João Bosco Bittencourt, recém-eleito presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Teixeira de Freitas, soltou uma nota onde acusa indiretamente, ou diretamente, o Juiz Roney Cunha, entre outras coisas, de ser parcial e defender interesse de amigos. Ele não aliviou: “o que me espanta é um ataque que revela a face parcial da “justiça”, maculada por aqueles que a violentam para atender a interesses particulares. Isto porque, antes de mesmo de ser publicada em meios oficiais, ou seja, desobedecendo aos procedimentos que a lei impõe, foi divulgada uma sentença que me desfavorece. Esta sentença que “vazou”, e descumpriu o que a própria lei determina, foi proferida por um “doutor” que outrora foi ele próprio condenado por julgar favoravelmente as causas de seus amigos”.

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