A imagem “divina” da Copa. Foto: Rodrigo Villalba

Em 19 de junho, Senegal venceu a Polônia no primeiro jogo da Copa da Rússia para as duas seleções. Nessa partida, o fotógrafo brasileiro Rodrigo Villalba captou uma imagem que está sendo muito compartilhada nas redes sociais. “É minha foto divina”, disse ao EL PAÍS por telefone de Moscou.
A FIFA publicou a imagem na conta oficial do Instagram da Copa. Também foi muito compartilhada no Twitter: a conta @HistoriaenFotos compartilhou a fotografia em 20 de junho e foi retuitada mais de 19.000 vezes em quatro dias. No Facebook, uma postagem do mesmo dia da página Desmotivaciones Fútbol tem mais de 21.000 compartilhamentos.
“Fiquei o jogo todo procurando uma foto assim. Pensei em conseguir uma imagem que se concentrasse no contraste da cor da pele”, diz Villalba, que com 41 anos de idade cobre sua segunda Copa. O objetivo principal do fotógrafo era “capturar a diferença entre pessoas, mesmo que todos sejamos iguais”. Ou seja, a diversidade.
Villalba não enviou a imagem às agências para as quais trabalha. “Enviei todas as outras, mas essa tinha algo pessoal. Queria publicá-la em minha conta do Instagram”, diz. Desde então, muitas pessoas começaram a utilizar a imagem sem sua permissão e sem indicar que ele era o autor. “Não me irrita porque estou acostumado, como todos os fotógrafos. Mas não deve ser feito”, acrescenta.

Os jogadores da imagem são Sadio Mané, a estrela de Senegal e jogador do Liverpool, e Thiago Rangel Cionek, zagueiro da Polônia e jogador do SPAL da Itália. Ele nasceu no Brasil e se naturalizou polonês quando jogava no Jagiellonia Białystok. “Foi aos 35 minutos do segundo tempo. Mané caiu e Cionek o ajudou a se levantar. No momento em que vi como se davam as mãos sabia que tinha a foto que queria”, afirma. Esse é o arquivo original da foto.
“Antes havia conseguido outra imagem parecida, mas não tem a mesma força pela manga verde do jogador de Senegal”, indica.
Villalba afirma que recebeu os cumprimentos de outros fotógrafos que cobrem a Copa. “Estou muito feliz. Eu me alegro muito de que tanta gente veja minha foto e a compartilhe. Acho que mostra como a união dos povos é possível”, diz o fotógrafo, que continuará cobrindo o restante do torneio. “Não acho que conseguirei uma foto melhor”.
(Conteúdo El País – Emilio Sánchez Hidalgo, texto)

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