Véu, turbante, hijab e quipá: a harmonia entre religião e esporte

Agora pode. Foram mais de 20 anos de proibição, mas na cidade Hong Kong, a Federação Internacional de Basquete (FIBA), em reunião com o comitê executivo, revogou nesta quinta-feira, 04 de maio, a proibição de acessórios para cobrir a cabeça e o corpo por motivos religiosos das jogadoras e jogadores profissionais.

A modificação do regulamento foi baseada em resultados de experiências em vários países, permitindo que jogadores federados usem véu, turbante, hijab e quipá. A medida se aplica ainda de forma a diminuir o risco de lesões, preservando também a consistência da cor dos uniformes. A partir de 01 de outubro deste ano a medida entrará em vigor.

Segundo o novo regulamento, a peça que cobrir a cabeça durante as partidas deverá ser de cor branca, preta ou a cor predominante do uniforme da equipe. Acrescenta que se todos os jogadores fizerem uso, deverão utilizar a mesma cor e não pode cobrir o rosto, (excluindo o niqab e a burca) também é vetado utilizar qualquer assessório que venha causar lesões ou danos nos demais.

Algumas seleções, que se sentiam insultadas com a proibição ao hábito religioso, agora poderão retornar às competições. É o caso da seleção feminina do Catar que se retirou dos Jogos Asiáticos de 2014, na Coreia do Sul.

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