França, com uma jovem seleção, conquista segunda Copa e se iguala a Uruguai e Argentina

Kai Pfaffenbach/Reuters/Direitos reservados/Agência Brasil

A França venceu a Croácia por 4 x 2 e é campeã da Copa do Mundo da Rússia. O time francês foi aplicado taticamente, apostou na solidez de sua defesa e na eficiência de seus atacantes e levantou a taça. Com o título, franceses se juntam aos uruguaios e argentinos como bicampeões do mundo. O primeiro título foi em 1998, contra o Brasil.
Os jogadores receberam a taça debaixo de uma forte chuva em Moscou. O presidente francês, Emmanuel Macron, cumprimentou os jogadores, assim como a presidente da Croácia, Kolinda Kitarovic; o presidente da Rússia, Vladimir Putin e o presidente da Fifa, Gianni Infantino.
Em uma Copa com estrelas de destaque nas principais favoritas, o técnico Didier Deschamps, que jogava na seleção de 98, apostou em um time de qualidade coletiva e com jovens talentos.
A França tem vários jogadores de destaque no futebol mundial, como Mbappé, Pogba, Griezmann e o goleiro Lloris, mas nenhum deles pode ser apontado sozinho como responsável por esse título. O coletivo francês foi o que menos oscilou durante a Copa. Um exemplo está em Giroud. O centroavante titular não fez nenhum gol, mas contribuiu taticamente e não perdeu a vaga no time, mesmo passando em branco na competição.
O jogo
O primeiro tempo mostrou uma Croácia mais agressiva e ofensiva. Mesmo com o peso de três prorrogações nas costas, os croatas não se intimidaram e foram para o ataque. Mas a França tem uma boa defesa e deu poucos espaços para os atacantes adversários.
A França pouco chegava ao ataque, mas quando chegou, marcou. Em cobrança de falta de Griezmann, na primeira subida mais contundente, a bola foi jogada para dentro da área aos 17 minutos. O atacante croata Mandzukic tentou cortar e acabou enganando o goleiro no lance. Subasic apenas assistiu a bola morrer no fundo da rede.
A Croácia saía atrás no placar novamente. O time do técnico Zlatko Dalic teve que correr atrás do prejuízo nas partidas de oitavas, quartas de final e semifinal. E como nessas partidas, buscou o empate. Aos 27 minutos, Perisic recebeu na entrada da área, após cruzamento de Modric, e acertou um belo chute cruzado no canto de Lloris.
Mas a França chegou ao segundo gol, com auxílio do VAR. Perisic cortou um cruzamento com o braço. Os franceses reclamaram, o árbitro argentino Néstor Pitana foi rever o lance no vídeo e marcou o pênalti.
O segundo tempo teve uma Croácia ofensiva, obstinada. Os croatas foram para cima, mas deram espaços lá atrás. E foi assim que a França fez o terceiro e quarto gols. Primeiro, Pogba fez um lançamento perfeito para Mbappé, que invadiu a área e cruzou. A bola sobrou para o próprio Pogba, que emendou para o gol. O camisa 10 francês faria seu gol aos 19 minutos do segundo tempo. Hernandez fez boa jogada pela esquerda e tocou para Mbappé, que recebeu e bateu de fora da área, no canto de Subasic.
A Croácia tentou uma série de jogadas para diminuir o placar, mas chegou ao segundo gol após um erro incrível de Lloris. O goleiro francês tentou sair jogando com os pés e foi desarmado por Mandzukic, que botou a bola para dentro do gol. A Croácia se animou com o gol e tentou mais um, mas a defesa francesa foi sólida, assim como em toda a Copa do Mundo, e garantiu o resultado.
Invasão
A final da Copa do Mundo entre França e Croácia, no Estádio Luzhniki, em Moscou, foi interrompida por causa da invasão simultânea de campo de quatro mulheres, em ato reivindicado pelas integrantes do grupo punk russo Pussy Riot.

A paralisação ocorreu aos 7 minutos do segundo tempo, com entrada no gramado por diversos lados do campo. As invasoras vestiam peças de roupas semelhantes as utilizadas pelos seguranças.

Através das redes sociais, o Pussy Riot assumiu a autoria da invasão. O grupo musical é conhecido pelo ativismo político, de oposição ao governo de Vladimir Putin.
* Com informações da Agência Brasil e da EFE

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Croácia não está na final por acaso; saiba mais sobre esse jovem e pequeno país

Croácia e Nigéria. Comemoração do segundo gol da Croáciai.

Com a chegada da seleção da Croácia à primeira final de Copa do Mundo, o país entrou no radar de muita gente pela primeira vez. Os jogadores que entram em campo neste domingo (15), com sua tradicional camisa quadriculada, representam um país de 4,4 milhões de habitantes, localizado no Leste Europeu e vizinho da Eslovênia, Hungria, Sérvia, Bósnia Herzegovina e Montenegro.

A Croácia se estabeleceu como país independente em 1991, após a separação das repúblicas que compunham a antiga Iugoslávia. Além da Croácia, a Sérvia, a Bósnia Herzegovina, a Eslovênia, a Macedônia, Montenegro e Kosovo conquistaram sua independência com fim da Iugoslávia. O Kosovo, no entanto, é reconhecido como um país apenas por parte dos membros da Organização das Nações Unidas (ONU). O Brasil, por exemplo, é um dos países que não dão esse reconhecimento ao Kosovo.
A maioria da população do país finalista da Copa é composta por pessoas de origem croata, mas há também bósnios, sérvios e húngaros. Quase dois terços da população vivem em um pouco mais de um terço do território. A capital, Zagreb, concentra 18% dos habitantes do país. Curiosamente, a Croácia sofreu um decréscimo populacional nos últimos anos. Chegou a quase 5 milhões de habitantes em 1991, mas vem caindo desde então.
Segundo o site oficial do governo croata, a queda do número de habitantes decorre da redução da população economicamente ativa, do aumento dos cuidados com os idosos e da diminuição do número de nascimentos.
Brasão de armas
A camisa quadriculada em vermelho e branco usada pela seleção de futebol, e por grande parte da torcida que acompanha os jogos na Rússia a é inspirada no brasão de armas, composto de 25 quadrados dispostos alternadamente em vermelho e branco, semelhante a um tabuleiro de xadrez.

O brasão atual é usado desde 1990, mas o padrão xadrez existe desde o século 16, quando a Croácia era administrada por um rei. Além disso, o desenho assemelha-se ao de uma flor encontrada na região, chamada kockavica.
Futebol
Aqueles que acompanham o futebol, além das partidas da Copa da Rússia, sabem que a Croácia não chegou à final do torneio por acaso. Vários jogadores atuam em clubes de ponta do futebol mundial.
O meio-campo croata não é celebrado à toa. Os meias Modric e Rakitic são titulares no Real Madrid e no Barcelona, respectivamente.
O centroavante Mandzukic, autor do gol da classificação para a final, joga na Juventus, da Itália. Perisic, autor do primeiro gol do time na semifinal, joga na Internazionale de Milão. Já os defensores Lovren e Vrsaljko jogam no Liverpool e Atlético de Madrid, respectivamente.
Esta, no entanto, não é a primeira geração croata a ir longe em uma Copa. No mundial de 1998, a seleção liderada pelo atacante Davor Suker só foi parada na semifinal pela França, dona da casa, que seria campeã daquela Copa.
Nos mundiais seguintes, o país teve participação discreta. Esteve nas Copas de 2002, 2006 e 2014, mas não avançou às oitavas de final em nenhuma delas. Pelo retrospecto recente, é possível dizer que a sua presença na final deste ano é uma surpresa, mas um olhar mais atento sobre a equipe comandada por Zlatko Dalic mostra que a França deverá ter muito cuidado, se quiser sair da Rússia com o troféu da Copa do Mundo na bagagem. (Conteúdo Agência Brasil – texto Marcelo Brandão)

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Fique de olho: do CPF na farmácia às redes, como nova lei protegerá seus dados pessoais

Homem segura uma laptop com um fundo binário. REUTERS

O desconto que você ganha na farmácia ou no supermercado apenas ao inscrever o CPF no sistema tem um preço: a sua privacidade. O mesmo preço invisível é cobrado toda vez que você autoriza o acesso a sua localização ou a seus dados em redes sociais e aplicativos de entrega. Todas essas informações, na verdade, têm um valor real. E se por um lado facilitam sua vida, com comodidades oferecidas com base em seu perfil, por outro podem acabar sendo entregues para planos de saúde ou instituições financeiras sem que você saiba. Nesta semana, o Senado aprovou a Lei de Proteção de Dados Pessoais, que ainda precisa ser sancionada pelo presidente Michel Temer, cujo objetivo é aumentar o seu controle sobre o que está ocorrendo com suas próprias informações.
A nova legislação prevê que qualquer tratamento de dados —seja coleta, produção, acesso ou reprodução de informações pessoais— só poderá ser feito com o consentimento expresso do titular ou de seu responsável, no caso de menores de idade. Será preciso, ainda, informar a finalidade específica dessa coleta e, uma vez usadas, as informações devem ser disponibilizadas com facilidade para que o dono delas saiba. Após o uso, precisam ser descartadas. As regras ainda criam um grupo especial, o de dados sensíveis, que inclui informações como origem racial, convicções religiosas, opiniões políticas, filiação a sindicatos e dados referentes à saúde, biometria ou à vida sexual. Esses dados precisam de um consentimento específico, a não ser que sejam para cumprir obrigação legal, planejar políticas públicas ou para que órgãos de pesquisa façam estudos.
“Em aplicativos de supermercado, é melhor receber promoção de produtos que a gente compra do que um monte de promoções aleatórias que não interessam. Desde que a gente saiba que nossos dados de conta vão ser coletados e para que vão ser coletados, não tem problema”, exemplifica Rafael Batista, sócio da IT Secure, uma consultoria de segurança da informação. Segundo Batista, o impacto da nova legislação brasileira, que terá um período de implantação de 18 meses após a sanção presidencial, já pode ser sentido por conta da nova lei europeia, que entrou em vigor no dia 25 de maio na esteira dos escândalos de mal uso de dados por meio do Facebook. Ela também restringe o tipo de dadoque pode ser tratado pelas empresas e determina as regras para isso.
Se você usa serviços como Spotify e Cabify recebeu recentemente uma mensagem sobre atualizações na política de privacidade. “Estamos entrando em contato com você hoje para informar que faremos algumas alterações em nossa Política de Privacidade, que entrará em vigor a partir do dia 25 de maio. Essas alterações refletirão requisitos de transparência mais estritos do Regulamento Geral de Proteção de Dados da UE (conhecido como GDPR)”, diz parte da mensagem distribuída pelo Spotify no mês passado. No informativo, a empresa deixa claro, por exemplo, o direito à portabilidade dos dados, traduzido pelo próprio Spotify como “o direito de solicitar uma cópia dos seus dados pessoais em formato eletrônico e o direito de transmitir esses dados pessoais para utilização em serviços de terceiros”. Agora, o usuário do aplicativo também pode solicitar que seus dados sejam apagados e se opor a que suas informações sejam processadas para fins de marketing direto —aquele que é feito sob medida para o usuário, com base nos interesses dele.
O que estará protegido
A lei brasileira foi inspirada na regulamentação europeia, explica Daniel Rodrigues Pinto, consultor jurídico da Atos, uma empresa de transformação digital. “O Brasil tinha uma legislação esparsa, setorizada, não era tão abrangente: dependia da área do serviço prestado, se tinha relação de consumo ou não”, compara. Após a sanção da nova lei no Brasil, todas as informações sobre os cidadãos brasileiros passarão a estar protegidas. “Um arquivo no RH [recursos humanos] de uma empresa com diversos dados do funcionário, o exame admissional ou demissional. Atestados médicos. O imposto de renda, dados do INSS”, exemplifica Rodrigues. O endereço de e-mail também passa a ser protegido. O login de acesso a sites, o endereço de IP (protocolo de internet) do computador, tudo o que possa identificar direta ou indiretamente o dono daquele dado.
Para Flávia Lefevrè, conselheira da ONG Proteste, a legislação aprovada pelo Senado “traz bastante garantias, assim como o Marco Civil da Internet”, mas não é fácil de implementar. Garantias asseguradas pelo Marco Civil, como a neutralidade da rede e a obrigatoriedade de ordem judicial para retirar conteúdo da internet, não têm sido de fácil aplicação, ela alerta. “No caso dos dados pessoais, tem de haver uma autoridade reguladora e fiscalizadora que vai ficar em cima das empresas, para que elas cumpram os direitos que vierem a ser estabelecidos quando virarem lei”, defende. Este papel, segundo a nova lei, deve ser desempenhado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANDP), cuja criação está contemplada no projeto aprovado pelo Senado.
É essa autarquia, submetida ao Ministério da Justiça, que ficará responsável por cobrar as multas de até 50 milhões de reais das empresas que violarem as novas regras — ou mesmo proibi-las de tratar dados, nos casos mais extremos. Fundador do Data Privacy Brasil, Renato Leite Monteiro torce para que a ANDP seja criada, mas diz que ainda se discute sobre a possibilidade de veto presidencial do trecho que a cria, com base em argumentos jurídicos, políticos e orçamentários. “A entrada em vigor de uma lei geral de proteção de dados sem uma autoridade autônoma e independente pode ter um impacto indesejado na sua eficácia, e até mesmo tornar a lei incompleta”, ele argumenta. A lei também prevê a criação do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade, formado por 23 representantes de órgãos do Governo e da sociedade civil.
Governo
Para além das relações de consumo, a legislação aprovada pelo Senado também contempla a relação dos cidadãos brasileiros com o poder público. Flávia Lefevrè destaca a batalha dos especialistas envolvidos na elaboração da proposta para a inclusão de um capítulo que obrigasse os poderes públicos a cumprirem obrigações de proteção de dados virtuais. “Muito mais do que as empresas privadas, quem mais coleta dados nossos — e dados sensíveis — são os órgãos públicos, que processam programas sociais, declarações de imposto de renda, programas de saúde, tudo”, diz.
Lefevrè menciona o recente caso do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) para provar seu ponto. A “maior empresa pública de tecnologia da informação do mundo”, como o próprio Serpro se apresenta, é investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) por venda de dados para outros órgãos públicos, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O caso começou a ser apurado pela Comissão de Proteção de Dados do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), mas foi repassado ao MPF por questões de competência, pois o Serpro é um órgão federal. Nesse contexto, a conselheira da Proteste destaca ainda que a legislação aprovada pelo Senado garante direito mesmo sobre dados que já foram tornados públicos — uma das garantias que foi posta em questão ao longo dos debates sobre a lei.
(Conteúdo El País – texto Rodolfo Borges)

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Assim falou Malala em São Paulo: 'mensagem de paz tem mais força do que a de raiva'

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Sorrindo nervosa e ajeitando os cabelos com as mãos, Islaine Medeiros, de 17 anos, ainda não acreditava que tinha conseguido falar sobre a vida na sua escola para um de seus maiores ídolos. Enquanto esperava na fila para tirar uma foto com aquela que chama de “inspiração”, a menina de Alagoinhas (BA) perguntava se alguém também havia filmado o encontro.
A “inspiração” de Islaine não é atriz ou cantora, mas a ativista paquistanesa Malala Yousafzai, que participou nesta segunda-feira, 9, de um debate sobre educação no auditório do Ibirapuera, zona sul de São Paulo.
O evento, organizado pelo Itaú Unibanco, era fechado para convidados: a maioria alunos de escolas públicas e ativistas de projetos educacionais. Mas, do lado de fora, famílias tentavam lugar para suas filhas acompanharem a mais jovem vencedora do prêmio Nobel da Paz, em 2014.
“Ela é como uma artista. O talento dela é a coragem, a força, a forma como enxerga a educação”, disse Islaine, que conheceu a história de Malala há poucas semanas, quando ganhou na escola o livro da paquistanesa, baleada pelo grupo extremista Talibã aos 15 anos por se manifestar contra a proibição de educação para mulheres.
Malala contou que veio ao Brasil para “achar meios” de garantir educação para 1,5 milhão de meninas no País que estão fora da escola. “São meninas que estão tendo o seu direito negado, como ocorreu comigo. Quero, junto com vocês, encontrar formas de garantir que tenham acesso a uma educação de qualidade, que significa dar condições a elas de saber ler e escrever e também de sonhar”, afirmou a ativista. A maior parte das jovens fora da escola, ressaltou, são as negras, indígenas e de famílias pobres.
“Precisamos que todas as meninas estejam na escola, mas não podemos parar aí. Quem está estudando não pode ter medo, ser intimidada, desmotivada ou desmoralizada. Essas meninas têm o direito de estudar, não podem ser forçadas a trabalhar, casar ou ter filhos”, diz Malala. A solução para o problema no Brasil, defende, está nas próprias comunidades afetadas.
Nívea Reis, de 16 anos, era outra das jovens emocionadas, ao fim do evento. Ela conseguiu contar a Malala sobre o projeto que desenvolve em sua cidade, Andrequicé (MG). Nívea e outros amigos estão alfabetizando idosos do município e buscam apoio da prefeitura para conseguir mais verba. “Às vezes parece impossível fazer com que nossas ideias virem realidade. Ao conhecer a história da Malala e, ao ouvir falar agora sobre a sua vida, me fez ver que não posso desistir. Quero ser forte e corajosa como ela”, diz.
Apesar de ser vista como heroína, Malala fez questão de refutar o título logo no início do debate. “Tantas colegas que estudavam comigo queriam levantar a voz e se manifestar. Não era diferente delas. A minha voz só pôde ser ouvida porque eu tenho pais que são especiais e sempre me apoiaram.”
Malala lembra que a repercussão da sua história fez com que a sua mãe, impedida de ir ao colégio aos 6 anos, pudesse iniciar os estudos. “É o contrário do que acontece na maioria das casas, mas sou eu que leio para a minha mãe. E é uma experiência maravilhosa”, conta.
Para a ativista, a educação igualitária para mulheres precisa entrar na pauta das eleições porque desenvolve economias e democracias. “A igualdade pressupõe também responsabilidades iguais e queremos compartilhar isso com eles.”
Mensagem. No final do evento, Malala quis responder perguntas das jovens e a maioria demonstrou preocupação com a situação política do País. “Sei que há muita insatisfação, mas não esqueçam nunca que a voz de vocês tem poder enorme de provocar mudanças”. E finalizou contando que nunca teve vontade de se vingar daqueles que a balearam, porque descobriu na sua voz o melhor revide.
“A melhor vingança que encontrei foi ir atrás de educar todas as meninas e meninos do mundo, incluindo os filhos daqueles que me atacaram. Uma mensagem de paz tem muito mais força do que uma de raiva”, diz.
(Conteúdo O Estado de S.Paulo – texto Isabela Palhares, foto Ernesto Rodrigues)

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Plantonista Rogério Favreto dá prazo de uma hora para soltar Lula

Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4

O desembargador Rogério Fraveto, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, reiterou novamente a decisão de mandar soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após pedido de reconsideração feito pelo Ministério Público Federal (MPF). Favreto determinou ainda que Lula seja solto em até uma hora.
Para o magistrado, a decisão não fere atos anteriores que negaram a liberdade ao ex-presidente. Favreto destacou que o juiz federal Sérgio Moro não tem mais competência para questionar decisões no processo.
“A decisão em tela não desafia atos ou decisões do colegiado do TRF4 e nem de outras instâncias superiores. Muito menos decisão do magistrado da 13ª Vara Federal de Curitiba, que sequer é autoridade coatora e nem tem competência jurisdicional no presente feito”. (Com informações da Agência Brasil, por Heloisa Cristaldo)

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Tudo como antes: após embate jurídico entre desembargadores do TFR-4, prisão de Lula é mantida

O desembargador João Paulo Gebran Neto, relator do caso de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), revogou a soltura do ex-presidente neste domingo, 8. Mais cedo, o desembargador plantonista Rogério Favreto, também do TRF-4, havia concedido a habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suspender a execução de sua pena de 12 anos e um mês no caso triplex.

Em seu despacho, Gebran ressalta que convém “esclarecer que a jurisdição de plantão não exclui a competência constitucional por prevenção para questões relacionadas à execução da pena, comoposta no presente habeas corpus”. A decisão impede a soltura do ex-presidente, que pode ainda recorrer às Cortes Superiores – Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).

O despacho de Favreto causou embate entre as instâncias do Judiciário neste domingo. O juiz Sérgio Moro, relator da Lava Jato na primeira instância, se recusou a cumprir a decisão, alegando que o desembargador era “incompetente para sobrepor-se à decisão” do colegiado da 8ª Turma do TRF-4, que determinou a prisão imediata de Lula em abril. Após o despacho do juiz da Lava Jato, Favreto voltou a se manifestar determinando cumprimento imediato da soltura.

Favreto foi filiado ao PT de 1991 a 2010 e procurador da prefeitura de Porto Alegre na gestão Tarso Genro nos anos 1990. Depois, foi assessor da Casa Civil no governo Lula e do Ministério da Justiça quando Tarso era ministro, também no governo do ex-presidente.
CRONOLOGIA
14:21: O relator da Lava Jato no TRF-4, João Pedro Gebran Neto, revogou o habeas corpus concedido pelo desembargador Rodrigo Favreto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Petista não poderá mais ser solto agora, só se as Cortes Superiores acatarem os recursos.

13:00: A Procuradoria Regional da República da 4ª Região pede ao TRF-4 para que seja reavaliada a decisão que mandou soltar Lula

12:24: Desembargador Rogério Fraveto reitera ordem de soltar Lula sob risco de ‘descumprimento de ordem judicial’

12:05: O juiz da 13ª Vara federal de Curitiba Sérgio Moro afirma que o desembargador Rogério Fraveto é incompetente para julgar o caso e não acata decisão

09:05: Desembargador federal Rogério Fraveto concede habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

15:21: Juízes Federais manifestam “profundo repúdio” a decisão do desembargador de conceder HC a Lula
A União Nacional dos Juízes Federais (Unajuf) manifestou neste domingo “profundo repúdio” diante da decisão do desembargador Rogério Favreto, plantonista no Tribunal Regional Federal da 4. Região (TRF-4) que, neste domingo, 8, deu habeas corpus e mandou soltar o ex-presidente Lula – medida revogada pouco depois pelo relator da Operação Lava Jato na Corte, desembargador João Pedro Gebran Neto.

15:16: PGR reafirma defesa da prisão em segunda instância
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou neste domingo, 8, em nota, que está atuando em conjunto com o Ministério Público Federal na 4.ª Região em torno da decisão que mandou soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dando ‘todo suporte’.
“Confirmando a posição da instituição em favor da execução da sentença condenatória após a confirmação pelo Tribunal, esgotando o duplo grau de jurisdição”, afirmou a instituição. (Com informações portal Estadão)

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Desembargador federal do TRF-4 manda soltar Lula com urgência

O desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, concedeu habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suspender a execução de sua pena de 12 anos e um mês no caso triplex.
“Cumpra-se em regime de URGÊNCIA nesta data mediante apresentação do Alvará de Soltura ou desta ordem a qualquer autoridade policial presente na sede da carceragem da Superintendência da Policia Federal em Curitiba, onde se encontra recluso o paciente”, anotou.

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