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INTERDITADO

Mais uma cerveja da Backer está contaminada e Ministério da Agricultura manda recolher todos os rótulos

O Ministério ainda informou que foram apreendidos 139 mil litros de cerveja engarrafada e 8.480 litros de chope na sede da empresa.

14/01/2020 14h16
Por: Redação
Fonte: UOL
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento afirmou na noite de terça-feira, 13, que a marca Capixaba, cerveja comercializada no Espírito Santo pela cervejaria Backer, de Belo Horizonte, também está contaminada pelas substâncias tóxicas monoetilenoglicol e dietilenoglicol. Horas antes, o Ministério da Agricultura já havia determinado o recolhimento das 21 marcas de cerveja da Backer, inclusive da Belorizontina e da Xavante, por causa a contaminação que já fez 17 vítimas em Minas Gerais.

A ordem do Ministério da Agricultura é para que a cervejaria Backer recolha todos os seus produtos que estão à venda no mercado e que foram produzidos entre 1º de outubro de 2019 e 13 de janeiro de 2020, sendo que os lotes da cerveja Belorizontina em que a polícia identificou a substância tóxica foram L1-1348, L2-1348 e L2-1354.

A mesma medida já estava sendo tomada pela Secretaria de Saúde de Minas e pela própria cervejaria. "Estes produtos já estavam e continuam sendo retirados do mercado, por recolhimento feito pela própria empresa e por ações de fiscalização e apreensão dos serviços de fiscalização do Ministério", afirma o comunicado.

O Ministério ainda informou que foram apreendidos 139 mil litros de cerveja engarrafada e 8.480 litros de chope na sede da empresa. Também foram lacrados tanques e os demais equipamentos de produção.

As substâncias contaminantes monoetilenoglicol e dietilenoglicol foram detectadas após a realização de análises em amostras de três lotes da cerveja. monoetilenoglicol e dietilenoglicol. "As análises exploratórias, realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária nas amostras dos produtos Belorizontina e Capixaba, confirmaram a presença dos dois contaminantes”, diz a nota do Ministério da Agricultura.

Fechada - Além de determinar à Backer que recolha do mercado as 21 marcas de cerveja que produz, o Ministério da Agricultura determinou o fechamento cautelar do Templo Cervejeiro da Backer, no bairro Olhos D´Água, na capital mineira, além do restaurante Três Lobos, e da fábrica da companhia, que compõem o complexo cervejeiro da Backer, companhia criada em 1998, e pioneira na produção de cerveja artesanal em Minas Gerais.

A Backer ainda não confirmou quais cervejas foram produzidas entre 1º de outubro de 2019 e 13 de janeiro de 2020, período de alcance para a retirada dos produtos, segundo a ordem do Ministério da Agricultura.

Em seu site, a cervejaria lista 21 rótulos de sua produção, mas a relação pode estar desatualizada, já que não inclui a marca Capixaba —produto da Backer que é comercializado no Espírito Santo e que, segundo o Ministério da Agricultura, também está contaminado por substâncias tóxicas, conforme foi verificado em amostras de três lotes da cerveja Belorizontina.

Em nota, a Backer informou apenas que está recorrendo da medida de recall solicitada pelo Ministério da Agricultura e voltou a afirmar que não faz uso do dietilenoglicol em seu processo produtivo.

Veja abaixo os rótulos de cervejas da Backer que constam do site da empresa:

Belorizontina

Backer Pilsen

Backer Trigo

Backer Pale Ale

Backer Brown

Capitão Senra

Pele Vermelha IPA

Bravo

Backer Bohemia Pilsen

Backer Pilsen Export

Exterminador de Trigo

Corleone

Tommy Gun

Diabolique

Julieta

Cabral

Medieval

Backer Reserva

Fargo

Cacau Bomb

 

Fonte: UOL

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