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OPINIÃO

Deputados e caciques políticos percorrem o extremo sul atrás de novas filiações

O objetivo é construir grupos fortes e fortalecer o projeto para 2020

Bastidores da Política

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22/07/2019 11h19Atualizado há 3 meses
Por: Redação
Fonte: EXTREMUS21

Há truísmo sobre eleições. Primeiro, a um ano e seis meses do pleito, costuma-se dizer: “Está cedo para discutir eleição”. Na prática, todos estão debatendo o assunto, inclusive o que dizem isso. Frise-se que a máxima atribuída a Tancredo Neves permanece válida: “Em política, não há cedo — só tarde”. Em segundo lugar, políticos têm o hábito de afirmar que não vão disputar, até porque têm assuntos mais sérios a tratar, como a administração pública, mas encomendam pesquisas com frequência e sondam marqueteiros e aliados a respeito da questão. Terceiro, ouve-se comumente que “toda eleição é a mesma coisa”. A máxima raramente é verdadeira. Cada eleição tem sua história ainda que, na aparência, uma seja a “cara” da outra. Os pré-candidatos às eleições em Teixeira e demais municípios do extremo sul em 2020 já começaram a se articular.

O pleito de 2020 terá pelo menos duas novidades: a cláusula de barreira e o fim das coligações partidárias nas disputas proporcionais. E, mais, é a partir da próxima disputa que se ampliará ou não as bases para as eleições majoritárias e proporcionais de 2022. De certa forma, é possível indicar que 2020 está “grávido” de 2022. Por isso, enquanto dizem que está cedo para discutir eleição, deputados e líderes percorrem os municípios reformatando suas bases e recrutando “novos” políticos aos seus partidos. O deputado federal Robinho (PP), por exemplo, sonda o cenário e dialoga com vários grupos na região com o objetivo de fortalecer a legenda e ampliar a abrangência de seu mandato.  Aliado do também deputado federal, Ronaldo Carletto (PP), serão grandes influenciadores nas eleições de 2020.

Mudanças

O fim das coligações proporcionais obriga todos os partidos a lançarem chapas exclusivas de candidatos a vereador na eleição do próximo ano. Há também a questão de que políticos populares poderão se eleger, mas seus votos não podem ser contados para os parceiros. As restrições têm o objetivo de conter o “efeito Tiririca” (o deputado federal que chegou a levar para Brasília cinco deputados).

 

A maioria dos partidos deve lançar candidatos a prefeito porque, além da possibilidade de eleger o prefeito, o partido “X” o terá como puxador de votos. Os postulantes ao Legislativo, por sua vez, puxam votos para os candidatos a prefeito. Com a maior parte dos partidos participando com chapa completa — com um representante para cada cargo — entra em jogo a questão do fundo partidário (definido pelo número de deputados federais, que, por seu turno, são bancados por prefeitos e vereadores), do fundo eleitoral e, igualmente relevante, a própria existências dos partidos.

Resultado

A tendência é que, devido à cláusula de barreira, caia o número de partidos políticos a médio prazo. A partir das próximas votações, a cláusula de barreira impedirá o acesso ao fundo partidário por parte de partidos com baixo desempenho eleitoral. 14 legendas foram excluídas das reservas financeiras com base nos resultados de 2018: Rede, Patriota, PHS, DC, PC do B, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PRTB, PSTU, PTC. Para sobreviver, Patriota e PRP fundiram-se e “voltaram” ao jogo político. O Podemos e o PHS estão concluindo a fusão. Nanopartidos que não seguirem a cartilha das fusões podem encomendar “caixão e vela preta”.

Em 2022 será necessário emplacar nove deputados de nove Estados diferentes ou obter o mínimo de 1,5% dos votos válidos para deputado federal. As mudanças já se fizeram sentir. A cláusula de barreira ocasionou a dissolução de alguns partidos, como o PRP e o PHS. 

Wolf/Extrtemus21

 

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